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O menino dos olhos verdes 77

📅 Publicado em: 15/10/2022 16:00

👤 Autor: greenbox-amigobc

📂 Categoria: Gays

🏷️ Tags: #PreTeen
************** Episódio 77 ― Olhos Verdes *************

Era meio dia quando eu acordei. Eu estava sozinho no quarto e já não sentia mais tanta dor. Acordei, pois, estava apertado para ir no banheiro.

― Merda… ― eu disse enquanto tirava o lençol de cima de mim.

Com muito cuidado, me levantei da cama e botei meus pés no chão. A dor não estava mais tão insuportável, mas eu ainda precisava andar mancando. Caminhei até o banheiro e fechei a porta. Encostei meu corpo na parede, para recuperar o fôlego. O dia de hoje seria foda.

Pela primeira vez desde que eu apanhara, me olhei no espelho. É… meus dois olhos ainda estavam um pouco inchados, o direito mais que o esquerdo. Passei meus dedos nos hematomas no meu rosto. Me olhei de perfil e depois virei o rosto, analisando cada machucado.

Sem conseguir aguentar mais, me dirigi ao vaso e levantei a bata de hospital que eu usava. Abaixei minha cueca e fiz xixi para me aliviar. Lavei minhas mãos e escovei meus dentes com a escova descartável que tinha ali. Saí do banheiro depois de lavar o rosto e fui olhar a janela do hospital.

O lado de fora estava calmo. Algumas poucas nuvens no céu e um sol brilhante. Encostei minha mão no vidro e este estava quente. Lá devia estar mais quente que aqui, por causa do ar condicionado.

Lentamente e mancando, voltei para minha cama e deitei, para descansar mais um pouco. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para o tio e para o Rafa, dizendo que eu tinha acordado e liguei a TV pra passar o tempo.

Alguns minutos depois, o tio apareceu no quarto junto com a minha médica.

― Bom dia, Lucas! ― Ela me saudou. ― Vamos trocar esses curativos?

― Bom dia… ― eu a cumprimentei. ― Claro… pode ser…

― Olá, Lucas… ― o tio me saudou também.

― Oi, tio… ― eu disse. ― Como está?

― Estou bem. E você? Melhorou?

― Sim… já não sinto mais tanta dor.

― Que bom! ― Ele comemorou.

― Tio… ― eu o chamei enquanto a médica preparava os curativos na bancada ao lado.

― Oi…

― Contou? ― Perguntei me referindo a minha mãe.

Ele suspirou e botou as mãos na cintura.

― Contei sim, Lucas.

Foi difícil esconder minha cara de tristeza.

― O que o senhor contou pra ela? ― Perguntei querendo saber os detalhes da conversa.

― Só o necessário, Lucas. Não entrei em muito detalhes, se é isso que você quer saber…

― E aí? ― Perguntei.

― Bom… não vou dizer que ela ficou feliz, mas… ela está mais preocupada com você que brava…

― Estou de castigo? ― Perguntei.

― Não querendo te desanimar, mas… eu apostaria nisso…

― Aff… ― suspirei decepcionado.

― Ela… quer te levar num psicólogo…

― Aff… ― eu disse me jogando de costas na cama. ― De novo não…

― Ela ficou brava foi comigo… por não ter contado assim que aconteceu…

― Droga… ― eu disse amuado. ― Disse pra ela que eu sentia muito?

― Sim…

― ―

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― Disse pra ela que não fiz por mal?

― Sim…

― Tá… obrigado, tio…

― Tudo bem… ― ele disse.

― E… desculpe por ser idiota com você ontem… eu sei que você só queria ajudar…

― Não se preocupe com isso, Luquinha… no seu tempo…

― Valeu… ― eu agradeci.

― Vamos lá? ― A médica perguntou se aproximando de mim.

― Claro… ― eu disse me sentando na cama com os pés para fora.

Ela começou trocando os curativos da minha perna.

― Eu já estou conseguindo andar, tio… posso ir ver o bebê agora? ― Perguntei.

― Hum… acho que sim… ― ele disse. ― Você já pensou num nome? Agora que sabe que é um menino?

― Não… ― eu disse. ― Mais ou menos… queria vê-lo primeiro antes de ter certeza…

― Tá… que bom… ― ele disse. ― Se você conseguir, pode ir vê-lo sim… ― ele concordou.

Em seguida, a doutora Julia passou um remédio no meu rosto.

― E o Rafa? ― Eu perguntei.

― Ele foi em casa tomar banho, mas deve estar de volta daqui a pouco…

― Entendi… ― eu disse pensativo.

― Pode tirar a bata, por favor, Lucas?

Nessa hora, olhei para o tio.

― Ah… ― ele disse. ― Eu dou licença para vocês… ― e saiu do quarto.

Desamarrei a parte de trás da minha bata e deixei meu peito nu. Olhei para ele e tinham alguns curativos espalhados. Conforme a doutora foi trocando-os, pude analisar meus machucados cuidadosamente. Todos eram hematomas… alguns maiores, outros menores.

― Foi feia essa briga que você se meteu, hein? ― Ela puxou papo.

― Sim senhora… ― eu disse evitando o assunto.

― Não se preocupa… daqui uns dias, tudo isso vai sumir e você vai poder voltar a fazer tudo o que fazia antes.

― É… espero que sim…

― Ainda sente muita dor? ― Ela perguntou.

― Um pouco… mais nesse aqui… ― eu disse e apontei para um machucado na minha costela.

― Hum… ainda vamos tirar um raio-X, mas… você aparentemente não quebrou nada. Se tivesse quebrado alguma coisa, estaria gritando de dor nesse exato momento… mas ainda sim vamos checar pra ver se não tem nada de errado contigo, tudo bem?

― Tá… ― eu consenti.

― Tudo bem…

Ela continuou trocando meus machucados até eventualmente terminar.

― Prontinho, Lucas. Às nove da noite, você vai poder tomar um banho e a gente vem pra passar os remédios mais uma vez, tudo bem?

― Tudo sim… ― eu disse subindo a bata novamente.

A doutora deixou o quarto e disse que meu tio poderia entrar novamente.

― Pronto? ― Ele perguntou quando entrou.

― Sim…

― Olha quem chegou… ― o tio disse abrindo mais a porta.

― Bom dia… ― Rafa disse enquanto entrava no quarto.

― ―

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― Rafa! ― Eu comemorei de alegria ao vê-lo.

― E aí! ― Ele disse se aproximando para me beijar. ― Foi mal, tive que ir em casa tomar um banho…

― Tudo bem… ― eu disse beijando-o de volta.

― E aÍ? Quer ir ver o seu irmão agora? ― Rafa sugeriu.

― Já posso!? ― Perguntei animado com a ideia e olhei para o tio.

― Já sim… conversei com a doutora. ― Tio Humberto respondeu feliz em ver minha animação.

― Oba! ― Comemorei enquanto me levantava da cama.

― Vai com cuidado! ― O tio disse quando percebeu que eu manquei ao descer.

― Tô bem… ― eu o reconfortei.

― Mas… só tem um problema, Lucas…

― O que? ― Eu perguntei já preocupado.

― O bebê está com sua mãe… está pronto para ir vê-la?

― Ah… droga… ― eu disse voltando a me sentar. ― Tá… que seja… mais cedo ou mais tarde isso ia acabar acontecendo…

― Você quem sabe… quer se trocar? Aqui no armário tem um conjunto de blusa e calça pra você colocar… melhor do que essa bata…

― É… dá pra ver sua bunda, se você ficar de costas… ― Rafa disse.

Eu ri do seu comentário inapropriado. O tio abriu o armário, pegou a troca de roupa e me entregou. Me virei para ir ao banheiro e o Rafa assoviou. Eu olhei pra trás indignado e escondi meu traseiro com a mão. Como ele tinha coragem de fazer umas coisas dessas na frente do seu Humberto?

Troquei de roupa, saí do banheiro e acompanhei os dois pelo hospital até o quarto em que minha mãe estava. Passamos em frente de uma sala com vários bebês, parecia ser o berçário do hospital. Continuamos caminhando no ritmo do meu passo lento até chegarmos em um quarto que estava com a porta fechada. O tio deu duas batidinhas e entrou.

― Com licença… ― ele disse abrindo a porta. ― Querida, você tem visitas…

Minha mãe olhou em direção a porta e eu apareci.

― Ah, santo Deus do céu, Lucas! ― Ela exclamou ao me ver com a cara toda machucada.

― Oi… mãe… eu… sinto muito… ― eu disse me aproximando para ver de perto o bebê.

― Onde é que você estava com a cabeça? Ficou maluco? ― Ela começou a me dar um sermão baixinho, para não acordar o neném.

― Me desculpa… ― eu disse quando cheguei do lado da cama.

Olhei para o bebê e ele estava dormindo, com os olhos fechados. Ele era branquinho, tinha uma moitinha de cabelos pretos no topo da cabeça e, realmente, lembrava um pouco a mim.

― Ele é lindo… ― eu disse.

Nessa hora, minha mãe segurou um pouco a barra e suspirou.

― Quer segurá-lo? ― Ela perguntou.

Eu fiz que sim com a cabeça.

― Aqui… ― ela disse me passando o bebê.

Com muito cuidado, peguei nos braços pela primeira vez o meu irmãozinho. Ele fez um ou dois barulhinhos quando passou para meus braços. Segurei ele e me afastei um pouco da cama. Olhei para ele e, mesmo só conhecendo-o por um minuto, eu já o amava mais do que tudo nessa vida.

― ―

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Realmente foi muito emocionante vê-lo pela primeira vez. Tudo mudou na minha vida. Absolutamente tudo. Eu estava segurando aquele pedacinho frágil de vida. Tinha acabado de chegar ao mundo. Tinha muito o que aprender ainda…

Ele era pesadinho e quentinho. Suas bochechas eram cheinhas e rosadas. Sua boquinha era fofinha e gordinha, assim como todo resto de seu corpo.

― Oi, bebezinho… ― eu disse com voz fofa. ― Como vai?

Levei um dedo até seu rosto e fiz um carinho na sua bochecha, que era macia e fofinha. Ele, ao sentir meu toque, começou a se mexer e abriu um pouco os olhinhos. Ele nem precisava abrir muito para que fizesse qualquer um que estivesse passando por perto ver aquelas duas preciosidades verdes. Por baixo de suas pálpebras, dois olhos que possuíam em suas perfeições um verde muito mais brilhante que o meu. Era simplesmente impressionante.

― Uau… ― eu disse quando ele voltou a fechá-los. ― Eles são lindos…

Balancei ele no meu colo um pouquinho.

― Te amo, bebê… ― eu disse e beijei sua testa.

Levei ele de volta para minha mãe, que agora estava até sem graça de continuar com a bronca depois de ter visto o quanto eu fiquei tocado pelo meu irmão. Ela apenas disse:

― Isso não terminou, Lucas. Resolveremos quando chegarmos em casa. Agora vem cá me dar um abraço.

Me senti aliviado por ela postergar o sermão e fui até ela abraçá-la.

― Como você tá? ― Ela perguntou me abraçando.

― Já estive pior… ― eu disse dando de ombros.

― Meu filho, como você faz uma coisa dessas…

― Sinto muito… ― eu me desculpei de novo.

Ela continuou me abraçando por um momento.

― Mas e aí… já pensou num nome? ― Ela perguntou quando o abraço terminou. ― Não podemos continuar chamando-o de mini Lucas.

Eu ri do seu comentário.

― Sim… ― eu disse. ― Estive pensando em João… o que vocês acham?

― Eu gostei! ― Rafa disse se intrometendo na discussão familiar.

― Eu amei! ― Seu Humberto concordou.

― E você? ― Perguntei pra minha mãe.

― É lindo… ― ela respondeu. ― Olá, João… ― ela disse olhando para o bebê.

Eu sorri. Fiquei feliz que eles gostaram da minha escolha.

― Bem… estou morto de fome… quem tá com fome? ― Perguntei.

― Eu tô! ― Rafa disse levantando a mão.

― Nós já almoçamos… ― o tio disse se referindo a ele e minha mãe. ― Por que vocês dois não vão comer alguma coisa na cantina do hospital? ― Ele sugeriu.

― Pode ser… ― eu disse. ― Topa? ― Perguntei.

― Sim… ― Rafa concordou.

E nós dois deixamos os dois a sós e fomos procurar alguma coisa pra comer pelo hospital.

Rafa passou todo o dia comigo. Era dia primeiro de maio, quarta-feira. Tecnicamente, nós dois tínhamos aula, mas não fomos… quer dizer… ele tinha aula… eu tinha que procurar uma escola para estudar.

Eu recebi alta no dia seguinte, junto com minha mãe, e nós dois voltamos para casa. Rafa voltou com a gente, e morreu de rir quando viu aquela infinidade de brinquedos de menina espelhados pela casa. É… isso que dá esperar por uma menina…

― ―

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A semana passou voando. Tínhamos muitas coisas pra resolver. A primeira delas era achar uma escola para mim. Enquanto minha mãe cuidava do bebê e eu me recuperava na cama, seu Humberto saiu em busca de um lugar que eu pudesse estudar.

Perto de casa, haviam duas escolas públicas, uma delas era a que eu estudava antes do Nova Aliança, e eu não queria voltar pra lá de jeito nenhum… eu odiava os alunos daquela escola tanto quanto odiava a direção. Então… ele acabou indo procurar a outra. Para minha sorte, eles puderem me receber… seu Humberto disse que o motivo da transferência era que eu estava sofrendo bullying por ser homossexual no Nova Aliança… o que não era mentira, mas… nada que fosse grave o suficiente para me fazer querer sair de lá… eu estava saindo mesmo por conta do ultimato dado pelos pais de Heitor.

Enfim… ele conseguiu uma vaga para mim nessa nova escola, e este foi o primeiro problema resolvido da semana.

Depois, ele foi atrás de devolver todos os brinquedos femininos que a gente tinha comprado. A sorte foi que boa parte deles eram unissex, até porque eram brinquedos de bebês, mas… tivemos que trocar o berço… foi uma correria, mas o tio conseguiu arrumar tudo.

A bronca que eu levei da minha mãe foi estrondosa. Assim que ela conseguiu ficar na mesma sala comigo sem o bebê, veio com tudo… ela gritou, gritou, gritou, ameaçou me bater, gritou mais um pouco e acabou me dando uns dois ou três tapinhas na costa. Ela ficou uma fera por saber que eu tinha perdido minha bolsa de estudos e chorou muito. Fiquei muito mal por vê-la triste assim.

Ela me botou de castigo pelo resto da vida, claro que eu não levei a sério, mas… eu sabia que o primeiro mês ela pegaria muito no meu pé. Tentei recompensá-la o máximo possível cuidando o que eu podia do bebê. Troquei fralda, dei banho, dei comida, botei pra dormir algumas vezes e brinquei com ele o quanto pude. Não fiz nada disso com má vontade, até porque, era muito divertido cuidar dele… ele era muito legal… não que ele falasse ou fizesse nada, mas… ele era engraçadinho e fofinho… adorava passar tempo com ele.

E como esse neném chorava… minha nossa senhora… que neném que chorava horrores! Nossas noites estavam sendo bem puxadas. Era um grande de um alivio quando ele pegava no sono… exceto quando ele pegava no sono em plena luz do dia… que daí a gente sabia que a noite seria uma gritaria dos infernos. Mas… fazia parte… no geral, o saldo era positivo.

Rafa e eu fizemos as pazes. Nós passamos a semana toda juntos. Ele se ofereceu para me dar banho diversas vezes, por causa dos meus machucados e tudo mais, mas… eu recusei todas… eu sabia que ele, na verdade, ele só queria fazer isso para me ver pelado.

É… desde que tínhamos voltado, ainda não tínhamos tirado uma noite pra… ah… você sabe… eu ainda sentia um pouco de dor, apesar dos analgésicos que eu tinha tomado. Mas, depois de uma semana, eu já estava me sentindo bem melhor. Eu já conseguia andar normalmente e meu rosto não estava mais inchados. Os piores hematomas já estavam quase curados e eu não utilizava mais nenhum curativo no corpo.

Enfim… foi uma semana bem cheia e corrida. O mais surpreendente foi o que aconteceu ontem… era quinta-feira, dia nove de maio. Tio Humberto, durante a janta, propôs minha mãe em casamento. Simples assim. Estávamos nós três jantando, o bebê dormindo e ele perguntou para mim na mesa se ele podia pedir a mão da minha mãe em casamento.

Eu só consegui olhar pra ele e pra minha mãe e esboçar um sorriso de orelha a orelha. Ele estava sendo mais um pai pra mim do que o meu pai biológico jamais fora. E eu tinha certeza de que ele também seria um pai muito bom para meu irmão, o João. Eu dei minha benção e minha mãe também aceitou, pulando de alegria.

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A cerimônia foi marcada para dentro de um mês. Eles decidiram se casar na igreja e no cartório e também optaram por não dar uma festa, até porque o bebê já estava exigindo demais financeiramente.

Falando nisso, tirei uma folga do mercadinho do seu Mario para me recuperar. Não cheguei a contar para o pessoal do trabalho o que de fato tinha acontecido comigo, mas… contamos apenas que eu tinha apanhado na rua por sofrer preconceito e que o responsável tinha sido pego. Sempre sem dar muitos detalhes sobre a verdade.

Hoje era sexta-feira, dia dez de maio. Rafa tinha ido no Nova Aliança, de manhã, e estava passando a tarde aqui em casa. Eu ainda não tinha começado a frequentar a nova escola, só ia lá na próxima segunda. Eu não estava mais nervoso… eu estava calmo… agora eu tinha o Rafa do meu lado… eu sabia que ia me dar bem na nova escola. O meu medo de não fazer amigos não existia mais, pois eu já conseguia me relacionar melhor com as pessoas e agora não tinha mais medo de esconder minha orientação. Não tinha problemas de contar pra ninguém que eu gostava de meninos.

Rafa veio com aquela história de sair do Nova Aliança para ir estudar comigo, mas eu não deixei isso acontecer, até porque lá era o melhor lugar pra ele estudar. Ele acabou cedendo e decidiu não deixar a escola só para ir estudar comigo. No fundo, eu ainda acho que a ideia de ele estudando em uma escola pública o deixou amedrontado, mas eu não me importava com isso. Afinal, fazer o que? Cada um com seus medos.

Enfim… hoje era sexta-feira e o Rafa tinha vindo passar a tarde aqui. Eu já estava bem melhor e sentia que hoje podia acontecer algo mais quente entre a gente, se é que você me entende.

Acontece que, nós dois passamos a tarde inteira cuidando do bebê. Foi realmente bem cansativo. Quando a noite chegou, que o bebê dormiu e minha mãe e o tio nos deixaram a sós, nós dois fomos até meu quarto e pulamos na cama. Ficamos deitado por um tempinho, até eu quebrar o silêncio dizendo:

― E aí… tá afim de…

― Dormir? ― Ele sugeriu abrindo a boca de sono.

― Nossa… graças aos céus… ― eu senti um alivio quando ele disse isso.

E nós dois começamos a rir.

― Meu deus! Que bebê que chora… ― Rafa disse rindo. ― Naquela hora, achei que ele não fosse parar nunca…

― É… ainda bem que ele quietou…

― Né!? Agora vamos poder dormir tranquilos a noite toda!

― Até ele acordar as quatro… e dessa vez, é você quem vai lá ver… ― eu disse rindo.

― Ah nem… ― ele choramingou.

― Brincadeira… vamos nós dois… ― eu disse e passei o braço pelo seu corpo.

― Que seja… ― ele deu de ombros. ― Dormiu, então?

― Dormiu… ― eu concordei apagando a luz do quarto.

Abracei ele e nós dois fechamos os olhos, até adormecermos juntos nessa noite quente de verão.

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Comentários

T

Tesão gay comentou:

Super show, demais…assim que eu gosto…vamos para o próximo capítulo e rezar para não encontrar nenhuma surpresa desagradavel

21/10/2022 21:44
S

Seila comentou:

Oque falar dessa história que conheço muito bem e já considero muito, é meus amigos estou muito feliz por ler essa história mais uma vez, obrigado Green por nos disponibilizar essa obra de arte. Querendo conversar, você sabe onde me encontrar,estarei esperando para batemos um papo

21/10/2022 21:44
1

1LZ comentou:

Que episódio foi esse não tem como não se emocionar com esse final, vou sentir muitas e MUITAS SAUDADES deste livro que querendo ou não mexer com pensamento e principalmente com emocional de cada um. Tesaogay segura sua emoção.

21/10/2022 21:44
K

Keno comentou:

Mais um capítulo concluído, ainda bem que voltara, mas fiquei meio triste pq não estão mais estudando no Nova Aliança, agora tá tudo bem pelo menos o nosso olhos verdes está bem e se recuperando além de que está mais confiante e mais maduro além de estar mais atencioso com seu irmãozinho João kkk depois de tanto tempo o sol surgiu para nosso olhos verdes espero que ele se de bem no novo colégio assim como com os novos colegas de classe, diferente de mim que não deixa ninguém se aproximar sei lá mas acho que é medo de dar confiança e receber tambem e depois me machucar se bem que hoje fico pensando se é uma boa idéia de ficar sozinho durante as minhas aulas, hoje lendo e vendo que o olhos verdes está feliz, obrigado greenbox por mais esse capítulo foi fantástico que venha o próximo

21/10/2022 21:44
N

Não Tenho comentou:

Finalmente, triste que o Lucas saiu do Nova Aliança, mas os dois se acertando foi tudo de bom nesse capítulo, lá vamos nós pro 78, se segura Tesão Gay!!

21/10/2022 21:44