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O menino dos olhos verdes 61

📅 Publicado em: 09/10/2022 00:30

👤 Autor: greenbox-amigobc

📂 Categoria: Gays

🏷️ Tags: #PreTeen
********* Episódio 61 ― Água Salgada ************

Tem certeza de que essa é uma boa ideia? ― Eu perguntei mais uma vez quando chegamos na bendita praia.

Pra começo de conversa, eu tinha sido contra desde o início… mas quem era capaz de colocar juízo na cabeça do Rafa?

― É claro que é! ― Ele se defendeu. ― Afinal, o que é que pode dar errado?

― É… o que é que pode dar errado… ― eu disse ironicamente.

Rafa tinha inventado que queria tomar um banho de mar à noite. É claro que essa era uma péssima ideia, porque… à noite, o mar ficava infinitamente mais assustador e perigoso…

E, se não bastasse ele querer tomar um banho à noite, ele tinha me arrumado uma praia deserta. Sim… não me pergunte como, mas… ele tinha descoberto que essa praia, que estávamos, era uma das mais desertas da cidade, ou seja, quase ninguém vinha aqui durante o dia e muito menos durante a noite.

E por que ele estava atrás de uma praia deserta? Ah, isso você vai descobrir daqui a pouco, mas… já posso adiantar que é um motivo bem óbvio, né…

Agora deviam ser umas onze horas da noite. Para a família do Rafa, estávamos num encontro romântico, mas… é claro que, na definição de encontro romântico deles, não se incluía um banho superperigoso no mar negro de uma praia deserta…. mas, tirando isso, nós meio que estávamos num encontro romântico, afinal, estávamos juntos, numa noite bonita, prestes a namorar, então… você entendeu.

Pois é… é isso mesmo que você entendeu. O Rafa tinha me trazido numa praia deserta, à noite e ninguém, além de nós, sabia disso. Agora você entendeu meu medo, né? Se um de nós se afogasse, não teríamos para quem pedir socorro. Se alguma coisa de mau acontecesse, estaríamos sozinhos. E isso me assustava pra caralho. E agora você deve estar se perguntando por que é que eu aceitei vir, se eu achava tão perigoso, não é? Bom… sinceramente, eu também queria saber…

Num piscar de olhos, o Rafa já tinha retirado sua camiseta e a atirado na areia que compunha o chão macio da praia. Em seguida, ele retirou seus chinelos e ficou descalço, para que pudesse sentir a areia morna com os próprios dedos do pé. E agora ele estava vestindo apenas a sua bermudinha de nadar.

― Bora? ― Ele me convidou a tirar a camisa, para que pudesse nadar junto com ele.

― Uhum… ― eu concordei.

Agarrei minha camiseta por baixo e a puxei para cima, para que ficasse de peito nu. Sem me importar muito com a areia, joguei-a no chão, assim como o Rafa fizera.

No próximo instante, eu vislumbrei o Rafa abaixando sua bermudinha junto com a sua cueca, deixando seu pintinho à mostra.

― Que que você tá fazendo!? ― Eu exclamei ao vê-lo ficando pelado no meio da praia.

― Tirando a roupa pra nadar? ― Ele disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

― Não podemos nadar pelados! ― Eu argumentei.

― Por que? Não tem ninguém aqui! ― Ele se defendeu.

― E se alguém chegar?

― Ninguém vai aparecer por aqui… e, mesmo se isso acontecesse, estaríamos na água… não nos veriam pelados… e, mesmo se nos vissem pelados, e daí? Nem nos reconheceriam…

― Que eu saiba, é crime praticar nudismo em praias públicas… ― eu tentei alertá-lo.

― Então hoje seremos criminosos… ― ele disse com um sorriso safado na cara.

― Você é maluco! ― Eu disse indignado.

― Ah… qual é Lucas! Ninguém vai nos ver aqui! Quer tirar a roupa logo? ― Ele pediu.

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― Eu vou nadar de bermuda. ― Eu me impus.

― Não vai não. ― Ele se mostrou contra minha decisão.

― Vou de cueca, então… ― tentei negociar.

― Não vai não. Pelado. Igual eu.

― Então não vou… ― eu reclamei e cruzei os braços.

Ele veio em minha direção e tentou agarrar meu short.

― Sai! ― Eu dei um gritinho.

― Tira essa roupa, menino! ― Ele gritou enquanto tentava abaixar meu short.

― Não! ― Eu tentei me defender.

― A gente veio aqui pra isso! Por que você tá dando pra trás agora!? ― Ele tentou me convencer.

― Não viemos aqui para isso! ― Eu tentei argumentar. ― Você disse que queria nadar à noite! Não disse nada sobre nadar pelado!

― Mas isso tava implícito! Por que acha que eu queria nadar à noite?

― Não sei! ― Eu exclamei. ― Você é o Rafa!

Parei um segundo para pensar no que eu acabara de dizer.

― Aff… é claro… você é o Rafa… é claro que você iria querer nadar pelado.

― Tira logo essa bermuda! ― Ele partiu pra cima de mim novamente.

No meio desse agarra-agarra, eu percebi que ele começou a ficar durinho. Seu pintinho começou a crescer lentamente e, a cada vez que ele se esfregava em mim, eu podia perceber que seu pintinho dava uma pequena latejada.

― Sério que você tá ficando excitado!? ― Eu disse indignado. ― Sério!? Você tem problemas! Estamos no meio de uma praia! Se alguém te ver me agarrando de pau duro…

― Se alguém me ver te agarrando de pau duro, o que?

― Aff… na boa… eu desisto. ― Eu disse e abaixei meu short, ficando pelado igual ele. ― Eu desisto! É como falar com uma porta! Feliz!?

― Triste eu não estou… ― ele se contentou rindo.

Terminei de sair da minha cueca e ajeitei minhas roupas ali no chão mesmo. E cá estávamos. Dois pré-adolescentes de doze anos completamente nus no meio de uma praia deserta. Bom, no começo, eu não estava muito excitado com essa história, mas… foi só tirar a roupa que um arrepio de excitação percorreu meu corpo da cabeça aos pés.

O Rafa estendeu a mão para mim e nós dois fomos andando de mãos dadas em direção ao mar. Conforme nos aproximávamos, algumas ondinhas vieram em nossa direção nos receber. Fiquei surpreso com a temperatura da água.

― Está quente! ― Eu exclamei.

― É claro, né…

― Não faz sentido. Tá de noite. A água deveria estar gelada. ― Expliquei.

― Não. Olha o tamanho do mar… ele demora para esfriar… e o sol se pôs faz relativamente pouco tempo, então…

― Isso é novidade para mim… ― eu disse dando de ombros.

Continuamos caminhando lentamente em direção às profundezas das águas. O mar estava estranhamente forte.

― Nossa… tá puxando, né? ― Eu disse me referindo à correnteza.

― Um pouco… ― ele concordou.

Quando a água ficou na altura do meu joelho, eu disse:

― Mas… e aí, Rafa… você ainda não me contou como achou essa praia.

― Ah… ― ele disse graciosamente. ― Eu pesquisei pelas praias mais perigosas daqui…

― O QUE!? ― Eu gritei com ele. ― MAIS PERIGOSAS!?

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― É… foi mais ou menos isso… ― ele disse naturalmente.

― MAIS PERIGOSAS!? ― Eu gritei novamente.

― Por que você está surtando?

― Por que!? POR QUE!? ― Eu gritei e fiquei olhando para ele, que se manteve indiferente. ― Você nos trouxe numa das praias mais perigosas da cidade!? Sério!? Ah… qual é, Rafa! Está de noite e ninguém sabe que a gente tá aqui! VOCÊ QUER MATAR A GENTE!?

― Ei! Para de gritar! ― Ele disse botando o dedo na minha boca.

― PARA DE GRITAR!? ISSO É TUDO QUE VOCÊ TEM PRA ME DIZER!?

― Você confia em mim!? ― Ele perguntou e pegou minha mão.

― Confio! ― Eu disse sem hesitar. ― Mas não desse jeito! ― Expliquei e soltei a sua mão.

― Olha… confia em mim… por favor…

― Pelo menos você sabe por que essa praia é considera perigosa? ― Perguntei com receio da resposta.

― Ei! Relaxa! Eu não li tudo que falava a respeito… mas algo sobre correntezas fortes e tubarões…

― TUBARÕES!? ― Eu gritei e dei um pulo para trás.

Ele começou a rir de mim.

― NÃO TEM GRAÇA, RAFA! ― Eu gritei com ele. ― VOCÊ TÁ TENTANDO MATAR A GENTE!?

― Ei! Relaxa! ― Ele disse rindo. ― Só tô te zoando! Não tem tubarões aqui, seu bobinho!

― Agora você me deixou com medo. ― Eu disse e cruzei os braços.

― Se tivesse tubarões, você não acha que teria uma daquelas placas avisando?

― Um tubarão pode muito bem tê-la comido! ― Eu argumentei.

― Ei! Deixa de besteira! Vem logo, quero dar um mergulho! ― Ele disse como se nada estivesse acontecendo.

― Aqui já está fundo o bastante! ― Eu disse com medo.

― A água não tá nem nos seus joelho, seu lerdo! ― Ele disse e apontou para meus joelhos.

Olhei para meus joelhos e me lembrei de que estávamos pelados. Daí eu tampei minhas partes intimas com as duas mãos.

― Ainda assim… ― eu reclamei.

― Vem! ― Ele tentou tirar minha mão do meu pau.

― Rafa… ― eu disse com voz de choro.

― Deixa de ser cagão… vem logo! ― Ele começou a me puxar.

― Aff… desisto… ― eu disse e cedi às vontades dele.

Continuamos caminhando para a parte funda da praia. Ele pegou na minha mão e foi me guiando para dentro do mar. Quando a água ficou a um palmo abaixo dos nossos ombros, nós dois paramos e ficamos um de frente para o outro. Ele me olhou nos olhos e disse:

― Viu? Não é tão ruim assim…

Parei para pensar, e…

― É… talvez não seja… ― eu concordei.

Era uma noite agradável de dezembro. E, embora fosse noite, o céu estava bem bonito, a lua crescente fazia questão disso, nos presenteando com um verdadeiro espetáculo de luz prateada e brilhante. O céu estava limpo, apesar de se ter algumas poucas nuvens flutuando em sua vastidão. Também não se tinham muitas estrelas visíveis, só as mais destemidas se atreviam a colorir o magnífico azul escuro com seus brilhos dourados.

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Quanto ao mar, este parecia um espelho de cristal, refletindo em seu infinito a perfeição da noite. No seu limite extremo, este se fundia e se confundia com o céu, provocando uma das mais belas ilusões de óticas. E, a cada onda lançada a esmo, o mar tentava demonstrar a sua superioridade divina e inquestionável.

As únicas coisas que ouvíamos eram os melódicos e harmônicos sons provocados pelo movimento das águas salgadas. Mas, estávamos tão concentrados um no outro, que mesmo o barulho das ondas mais próximas, as faziam parecer infinitamente distantes.

Uma brisa delicada e sutil que brotava do nada, soprava por entre nossos corpos e continuava em direção a seu caminho, rumo ao desconhecido.

E, imersos nessas águas escuras, estavam nós dois meninos. Talvez um pouco mais próximos do que deveríamos. Ele estava com as mãos em meus cotovelos e alisava meus braços carinhosamente com os polegares. Eu tinha colocado minhas mãos em seu peito e agora encarava sua boca. Ele fazia o mesmo. Podia sentir ele me comer com aqueles olhos, que agora fitavam minha boca sedentos de vontade de me experimentar. Eu não cansava de admirar seus olhos. Seu tom de azul já tinha se tornado minha cor favorita há um bom tempo…

No próximo instante, suas mãos envolveram minha cintura e me puxaram para perto. Pela primeira vez na noite, encostamos nossos corpos totalmente um no outro. Foi excitante sentir sua pele macia contra a minha. Nossos quadris se encostaram e, consequentemente, nossas ereções que estavam começando a se formar. Eu envolvi seu pescoço com meus braços e, nessa hora, nós dois sabíamos que era hora de fechar os olhos. Aproximamos nossas bocas e nos beijamos sob a luz de um intenso luar.

Não foi um beijo eufórico, muito pelo contrário, foi um beijo tranquilo… apenas encostamos nossas bocas, respiramos fundo e apreciamos o ponto no tempo e no espaço em que nos encontrávamos. Eu amava estar aonde eu estava. Não importava se era dia ou se era noite, o mundo estava exatamente aonde eu queria que ele estivesse.

Era como se estivéssemos sozinhos na Terra. Estávamos em um estado de paz tão grande, que parecia que todos os nossos problemas tinham ficado em terra firme, naquela areia daquela praia, junto com as nossas roupas. E agora estávamos longe… deus, como estávamos longe. Eu e ele sabíamos e, mesmo assim, não nos importávamos.

Continuamos nos beijando por mais um tempo, como se o tempo ainda fizesse algum sentido. Nossos pés se tocavam e ao mesmo tempo tocavam o chão, que sumia aos poucos, como se até a areia desistisse de nos segurar nessa vida.

Cada vez que ele exalava sua respiração calma e tranquila sobre mim, eu perdia o controle. Eu sabia que eu era dele e que ele era meu, e não precisávamos provar nada para ninguém.

Nosso beijo terminou, mas não levou consigo a intensidade do momento. Continuamos tensos e ao mesmo tempo despreocupados. Como se tivéssemos pressa para nos amarmos e não nos preocupássemos nem um pouco com isso. Assim que nossas bocas se desgrudaram, nossos olhos se conectaram imediatamente. Do verde para o azul. Foi quando o som de sua melódica voz me confortou como um abraço quente.

― Posso ouvir seu coração batendo. ― Ele disse calmamente agora olhando para meu peito.

Sem saber o que responder, apenas peguei a sua mão e a posicionei sobre meu coração.

― Está rápido. ― Ele afirmou algo que nós dois já sabíamos.

― Você faz isso comigo… às vezes. ― Eu respondi timidamente.

Seus dedos percorrem meu peito como se estivessem procurando por respostas.

― Você tá com medo? ― Ele perguntou.

― Não. ― Menti. ― Eu confio em você. ― Essa parte era verdade.

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Nessa hora, eu dei um pequeno pulinho e envolvi seu corpo com as minhas pernas, como se estivesse pedindo colo. Com uma de suas mãos, ele me segurou pela coxa e, com a outra, ele me segurou pelas costas. Eu coloquei meus braços em volta de seu pescoço e nossas testas se colaram. E, juntos, decidimos explorar o infinito com um pouco mais de ousadia. E assim ele foi me levando para o fundo do mar.

Quando a água alcançou a altura de nossos pescoços, nós dois paramos e nos olhamos novamente. Lentamente, ele foi me soltando e me colocando de volta no chão, enquanto eu observava atentamente seus movimentos. Então, ele me olhou, encheu os pulmões de ar e foi se abaixando até que a água cobrisse completamente sua cabeça. Entendendo sua deixa, eu tomei fôlego, prendi a respiração e mergulhei, assim como ele fizera.

Já debaixo d’água, abri os olhos e percebi como a água estava cristalina. A luz da lua penetrava a superfície da água e iluminava todo o ambiente, inclusive o seu corpo de menino, que agora brilhava como a areia branca que estava sob nós. As ondas, que agora se divertiam sobre nossas cabeças, refratavam a luz prateada que vinha do céu e adornava as águas escuras com os mais diversos tons de azul, embora nenhum fosse tão bonito quanto o daqueles olhos, que agora me olhavam num sinal de admiração.

Me aproximei dele e nossas bocas se encostaram novamente. Nunca tinha beijado alguém debaixo d’água. Seus braços envolveram meu corpo e eu fiz o mesmo com ele. E, quando menos esperávamos, nos encontramos girando lentamente em meio às águas do Atlântico. Era de se esperar que beijar debaixo d’água fosse mais difícil, afinal, era só abrir a boca que estas eram inundadas por água salgada quase que instantaneamente. Não que isso fosse um problema, pois… era só passear com minha língua sobre a do Rafa, que até o sal mais salgado dali se tornava doce.

Continuamos nos beijando sem nos importarmos muito com nossos fôlegos. De repente, até o fogo que agora consumia meus pulmões suplicando por oxigênio tinha se tornado suportável. Sim… a dor que eu sentia crescer dentro do meu peito era suportável. Eu conseguia suportar qualquer dor do mundo para continuar beijando-o ali. E eu e ele sabíamos disso.

Quando finalmente terminamos de nos beijar, procurei o chão para apoiar meus pés, mas não o encontrei. O susto fez com que meu coração se apertasse. Senti uma grande quantidade de adrenalina percorrer minhas veias, como se meu corpo estivesse me pedindo para prestar um pouco mais de atenção. Foi um segundo rápido e necessário, para que eu me desse conta de que estava num lugar onde não dava pé para mim. Consciente disso, nadei em direção ao céu, ansiando desesperadamente por mais um pouco de ar, mas tampouco o encontrei. Era como se eu me encontrasse perdido num gigantesco universo de água. Sem começo nem fim. Sem superfície nem fundo. Sem esquerda nem direita. Era só água. Para tudo quanto é lado. Água e mais água. Talvez fosse só um sonho. Talvez, nesse exato momento, meu corpo estivesse repousando ao lado do corpo do Rafa numa cama. Ou, talvez, nesse exato momento, meu corpo estivesse repousando ao lado do Rafa no fundo do mar. Difícil dizer. Não. Espere. Não era um sonho. Não poderia ser. A dor que eu estava sentindo era forte demais… era real demais para ser apenas fruto da minha imaginação. Ou talvez não, afinal, nem doía de verdade.

De repente, senti o mar me abraçar e me levar para algum lugar. Para algum lugar que ele bem quisesse. Não é como se eu tivesse muita escolha, afinal, ele era mais forte. E, do nada, a água se tornou um pouco diferente. Era como se ela tivesse deixado de existir. Era como se ela parasse de exercer pressão sobre meu corpo. Talvez fosse apenas meu corpo deixando tudo mais fácil para mim. Talvez fosse apenas meu corpo me dizendo que agora eu já podia respirar, e que dessa vez não ia doer, e que já estava tudo bem. E assim eu fiz. Respirei tudo o que podia para suprir a carência de oxigênio que pouco a pouco me matava. Aquele novo ar encheu meus

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pulmões e me trouxe a vida novamente. Era o que eu mais precisava para apagar aquele fogo que se deleitava em consumir minha vida aos poucos.

Quando finalmente abri os olhos e olhei para trás, contemplei o Rafa me segurando com firmeza. Nunca me senti tão seguro na vida.

― Você tá bem!? ― Ele perguntou preocupado ao me ver tomando fôlego desesperadamente.

Antes de respondê-lo, tratei de respirar mais algumas vezes e fiz que sim com a cabeça.

― Agora estou… ― respondi.

― Acho melhor a gente voltar… aqui não tá dando pé… ― ele disse ao perceber que nós dois estávamos nadando, sem conseguir sentir o chão. ― Acho que fomos longe demais… ― ele disse se referindo ao fato de estarmos muito longe da orla.

― Concordo…

― Você consegue nadar até lá? ― Ele perguntou preocupado.

― Uhum… ― eu disse e fiz que sim com a cabeça.

― Posso te soltar? ― Ele perguntou.

― Pode…

Então, nós dois nadamos até a orla da praia. Quando finalmente senti a areia tocar meus pés, fiquei imensamente aliviado e grato por estar de volta em terra firme. Enquanto saíamos do mar, ele pegou na minha mão. Como eu estava do seu lado direito, pude sentir a aliança que ele vestia em seu dedo anelar. Tinha virado um de meus passatempos favoritos, sabe? Dar as mãos e sentir nossas alianças. Era legal saber que agora tínhamos um símbolo para nosso amor.

Fomos caminhando para fora do oceano juntos e, como de praxe, olhei para todos os cantos para ter certeza de que não havia ninguém ali, pois… você sabe… estávamos meio que… mais pelados que bebês recém-nascidos.

Quando estávamos quase chegando no lugar onde havíamos deixado nossas roupas, o Rafa parou.

― Lucas. ― Ele me chamou.

Eu olhei para ele e, no instante seguinte, tudo aconteceu muito rápido. Primeiramente, ele me segurou pela cintura, passou uma perna por trás das minhas e meio que me empurrou para trás, como se estivesse me passando uma rasteira. Como eu fui pego de surpreso e ele era mais forte do que eu, ele conseguiu me derrubar no chão com facilidade. Claro que ele só fez isso porque sabia que eu não ia me machucar, uma vez que o chão era fofo e feito de areia. Inevitavelmente, eu soltei aquele meu gritinho de surpresa.

Eu caí no chão deitado e senti a areia grudar nas minhas costas, uma vez que eu ainda estava molhado por causa do banho de mar. No instante seguinte, o Rafa se ajoelhou na minha frente, abriu minhas pernas e me puxou pelas coxas, até encostar sua virilha na minha. Sua ereção quente e pulsante se encaixou direitinho no meu traseiro e a sua cabecinha, que eu tenho certeza de que era a parte mais quente de seu corpo, se encostou no começo do meu saquinho, provocando arrepios por todo meu corpo.

― Aqui!? ― Eu exclamei.

― É… aqui… ― ele disse sem deixar claro se estava pedindo ou afirmando.

Nessa hora, senti todo o sangue do meu corpo ser atraído para as minhas partes íntimas, deixando-as em chamas. O fato de eu começar a ficar duro, deixava claro para o Rafa que eu estava consentindo com isso.

― Seu coração continua acelerado… ― ele disse e percorreu meu peito com as duas mãos, sentindo minha pele macia. ― Mas você não está com medo agora.

― Não… não estou… ― eu respondi calmamente.

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Ele, que estava ajoelhado na minha frente, me encoxou e eu coloquei minhas pernas sobre suas coxas. Ele se inclinou, enquanto me olhava nos olhos, e aproximou seu rosto do meu. Passei minha mão sobre seu peito, para senti-lo melhor. Foi quando ele deitou sua cabeça no meu peito, encostando seu ouvido no meu coração, para ouvi-lo bater. Confesso que isso me deixou ainda mais nervoso e excitado.

Agora que seu cabelo estava molhado, alguns fios se juntavam e formavam mechas que se pareciam com pequenos espetos macios. Sempre quando seu cabelo estava molhado, ele ficava um pouco mais escuro que o normal, passando de um loiro bebê claro para um loiro dourado intenso.

Enquanto ele ouvia meu coração bater, eu fiquei acariciando seus cabelos e fazendo um carinho gostoso em sua cabeça, ele chegou até a fechar os olhos.

Alguns segundos depois, ele ergueu sua cabeça e me beijou. Tudo começou com um beijo romântico e tranquilo, mas nós dois sabíamos o que se seguia depois disso. Só de pensar que, dentro de alguns instantes, daríamos início a mais uma intensa atividade sexual, fiquei durinho. E, o nosso beijo romântico começou a ficar mais quente. Uma passada de língua aqui e ali, uma mordidinha no lábio, uma chupadinha no pescoço e pronto. Estávamos completamente possuídos pelo tesão.

Algo no fato de estarmos no meio de uma praia pública que, embora estivesse deserta, corria o risco de receber visitas a qualquer momento. Ou algo no fato do Rafa estar fazendo movimentos de vai e vem enquanto colocava pressão em mim com seu pintinho em posição de sentido.

Uma de suas mãos percorreu minhas costelas e, em seguida, meu abdômen. Senti um pouco de cócegas, mas confesso que foi bem excitante. Com a outra mão, ele foi mais atrevido… tremi todo meu corpo quando senti um de seus dedinhos alisar minha entradinha. E ele ficou assim por um tempo, alisando meu cúzinho, que agora latejava de vontade de dar para ele.

― Aaahh… ― eu gemi baixinho em seu ouvido, para excitá-lo.

Sem pensar duas vezes, ele levou dois de seus dedos até a boca, o indicador e o médio, e os lambeu, para deixá-los lubrificados com bastante saliva. Quando o vi fazendo isso, cheguei até a morder os lábios. Em seguida, ele posicionou seus dedos próximos ao meu cúzinho e perguntou:

― Posso?

Eu fiz que sim com a cabeça e supliquei:

― Por favor…

No próximo segundo, ele encostou seus dedos babados no meu buraquinho e os esfregou lá, para espalhar a saliva e lubrificá-lo. Tremi de tesão. Daí ele me olhou nos olhos, levou seus dois dedinhos até a minha boca e pediu:

― Por que você não me ajuda?

Safado… só porque agora ele tinha passado o dedo na minha bunda, ele tava com nojinho de chupá-los novamente… mas, pra sua informação, saiba que eu tinha tomado banho antes de vir pra cá… afinal, era de se esperar que ele ia querer transar mais tarde… eu só não esperava que fosse ser aqui na praia… daí, sem me importar, eu chupei seus dois dedinhos e os deixei bastante babados, afinal… era eu quem ia ser penetrado… se alguém estava preocupado com a lubrificação ali, era eu.

Daí, novamente, ele levou seus dedinhos até meu cúzinho. Só que, desta vez, ele tentou me penetrar um pouquinho com seu dedo indicador. E assim fizemos mais umas quatro ou cinco vezes, até eu me sentir confortável o suficiente para deixá-lo enfiar seu pintinho em mim.

Quando ele terminou de me lubrificar, levou seu pinto até a minha boca e me ofereceu para chupá-lo. Peguei seu pauzinho de doze centímetros pela base e o levei até a minha boca.

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Quando abocanhei a sua cabecinha, fiz questão de puxar toda pelinha que a cobria e a expus por completo. Eu sabia que, quando eu fazia isso, ele perdia a cabeça, afinal, eu ganhava acesso com a língua às áreas mais sensíveis de seu pênis, que ficavam cobertas pelo seu prepúcio. Foi só eu esfregar minha língua na sua cabecinha descoberta e sensível, que ele se curvou por reflexo e teve que se apoiar no chão com as duas mãos, uma vez que ele estava ajoelhado em cima de mim com o pau na minha boca.

Dessa vez, foi a vez dele de gemer:

― Ahhh… isso é bom, Lucas…

Eu não respondi nada… apenas continuei pagando uma chupetinha para ele. Seu pintinho, como todo o resto de seu corpo, estava um pouquinho salgado, por causa da água do mar. Mas esse gosto logo passou e deu espaço ao gosto da minha própria saliva.

Depois de mais alguns segundos, ele retirou o pau da minha boca e recuou de volta para a posição inicial. Com uma mão, ele percorreu minha coxa e foi seguindo em direção ao meu pinto. Quando senti seus dedinhos entrarem em contato com a parte mais sensível do meu corpo, eu tremi de tesão e soltei um suspiro:

― Aaaaahhh…

― É bom… não é? ― Ele perguntou se referindo ao fato de acariciar minhas partes íntimas.

Eu fechei os olhos, para aproveitar ao máximo esse momento, e fiz que sim com a cabeça. Daí, com uma delicadeza inquestionável, ele encostou a pontinha de seus dedos no meu saquinho. Pude contar três, no total. Normalmente, eu o impediria de continuar, pois ele sabia como eu odiava quando ele brincava ali. Sempre achei uma região sensível demais… um descuido ou um movimento em falso nas bolas, como sempre acontecia quando ele metia a língua ali, e pronto… uma dor intensa e profunda me inabilitava por completo. Mas, pela primeira vez, achei interessante a sensação que eu sentia ali.

Quando ele tocou no meu saquinho delicadamente com seus três dedinhos, meu corpo se estremeceu. Lutei contra mim mesmo para não retirar a mão dele dali, afinal, ele me pedira, mais cedo, para confiar nele, então deixei-o continuar. A partir daí, lenta e delicadamente, ele começou a alisar minhas bolas. Sim… por um momento, aquele friozinho na barriga agonizante tentou me amedrontar, mas tentei me manter firme e o ignorei…

Confesso que era realmente agonizante ter alguém mexendo nas suas bolas, mas… tentei me concentrar na sensação que eu estava experimentando e no que ela representava. E, de repente, aquele frio na barriga deixou de ser torturante e insuportável. A partir daí, uma sensação… como posso dizer… estonteante… me atingiu profundamente. Fiquei surpreso ao descobrir como aquela sensação podia ser prazerosa e excitante.

Cada vez que o Rafa passeava com aqueles seus dedinhos no meu saquinho supersensível, ele conseguia me desligar da Terra. Sim… a cada passada de mão, eu ficava completamente tonto e embriagado de prazer. Era exatamente essa a sensação. Tonto e embriagado de prazer. A cada vez que ele me tocava ali, eu sentia minha cabeça ser bombardeada com mais prazer do que ela era capaz de suportar. Sim… era um prazer insuportável… algo no fato do Rafa, literalmente, me ter nas mãos. Bastava ele dar uma singela apertadinha ali, que ele me submeteria à dores insuportáveis. E, enquanto ele continuasse com a mão ali, ele me tinha para si. Poderia fazer o que quisesse comigo. Eu era seu e de ninguém mais. E eu nunca tinha experimentado tamanha submissão. Era extremamente excitante. Era como se toda a fonte de minha masculinidade estivesse sob sua mão. Eu me sentia um leão extremamente feroz e selvagem que havia sido domado pelo prazer embriagante de sua mais sensível masculinidade… minhas bolas. Sim… era incrível experimentar tamanha submissão.

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E eu, mais que ninguém, estava ciente de sua perversão. Eu sabia que era totalmente plausível de se esperar que ele apertasse minhas bolas. Era do Rafa que estávamos falando, pelo amor de deus. E era isso que me deixava mais excitado. Por um lado, eu confiava minha vida nele, e tinha certeza de que ele não faria nada de mal comigo, mas… por outro, ele era viciado em novas experiências… ele adorava me surpreender… ele adorava me assustar para aumentar o meu prazer. Desta forma, eu meio que estava me preparando para o pior… mas, a cada vez que ele alisava minhas bolas, ele só me deixava com mais vontade de abrir minhas pernas para ele.

Enfim… como eu disse anteriormente, esse era um tipo de prazer insuportável. Era muito gostoso senti-lo me tocar assim, mas, ao mesmo tempo, era insuportável. Eu sentia que, mais alguns segundos assim, e eu acabaria explodindo num orgasmo tão intenso que levaria consigo toda e qualquer energia presente no meu pequeno corpo. Pra você ter uma noção, agora eu estava apertando meus olhos, cerrando meus dentes com força, engolindo a seco, contorcendo meu corpo como se estivesse pegando fogo e gemendo feito uma puta… tudo isso pra suportar o que ele estava fazendo comigo… o prazer que ele estava me provocando.

Foi quando ele finalmente desistiu de acariciar minhas bolas e decidiu me comer de vez… então, sem dar aviso prévio, ele posicionou seu pintinho bem na minha entradinha e meteu tudo de uma vez. Não que isso fosse um problema, pois… a essa altura do campeonato, meu cúzinho já estava tão acostumado com o diâmetro do Rafa que o Rafa não encontrava mais dificuldades para penetrá-lo.

Quando ele conseguiu se posicionar numa posição confortável, começou os movimentos de vai e vem. Como eu já estava no limite da excitação, foi só ele começar a me comer que meu pau começou a derramar pré-porra livremente. Como eu estava muito duro e ele estava por cima, minha ereção estava encostando na sua barriga e estava o melecando com a minha pré-porra.

Nossos corpos estavam fervendo de excitação. Ele tinha praticamente se deitado em cima de mim e se apoiado com os cotovelos no chão. Sua barriga estava colada na minha e, entre elas, havia uma fina camada de água salgada e suor. Eu estava com as pernas abertas, para facilitar para ele, e minhas coxas estavam sobre suas pernas, que iam e vinham ritmicamente enquanto ele me enchia de prazer. Eu abraçava seu corpo e esfregava minhas mãos sobre suas costas procurando desesperadamente uma maneira de saciar essa minha fome por sexo que eu estava sentindo agora. Sim… eu estava faminto… eu estava faminto por ele… eu queria trepar com ele para sempre… eu queria dar pra ele tudo o que eu tinha…

Ele tinha enfiado a cabeça no meu ombro e agora beijava e mordia meu pescoço, deixando vestígios de baba por todos os lados. Mas eu não o queria ali. Eu queria olhar para ele. E eu queria que ele me olhasse. Foi quando eu o chamei:

― Ei… ei…

Ele parou de me comer e me olhou.

― O que foi? ― Ele perguntou preocupado.

― Olha pra mim… ― eu pedi.

Ele entendeu o recado e deu continuidade aos movimentos de vai e vem. Só que, desta vez, ele fixou seus lindos olhos azuis nos meus. Era como se finalmente eu tivesse conseguido chamar sua atenção. Ele aproximou seu rosto do meu e continuou me penetrando para satisfazer seu desejo sexual. Como ele estava respirando descontroladamente pela boca, eu enlouquecia a cada vez que ele expelia seu hálito doce sobre minhas narinas. O cheiro de sua boca era capaz de me levar pra outro mundo. Era um cheiro gostoso… um cheiro erótico… tão Rafael… era tão ele…

― ―

713

Quando eu percebi que ele estava fechando os punhos sobre a areia, numa tentativa de tentar se controlar, tive certeza de que ele estava aproveitando ao máximo nosso sexo. Fiz o mesmo, só que, ao invés de apertar a areia, eu apertei seus bíceps. E assim ele continuou me fodendo por mais alguns momentos, enquanto nós dois nos olhávamos olho no olho.

Depois de um certo tempo fodendo e gemendo, ele tirou seu pau de dentro de mim e se afastou um pouco. Daí ele segurou minha coxa, fez sinal para que eu me virasse e disse:

― Pode ficar de quatro, por favor?

― Uhum… ― eu concordei.

Daí eu me levantei e me posicionei para ficar de quatro. Aproveitei o pequeno intervalo para dar uma boa olhada na praia, para garantir que não houvesse ninguém ali. É… so far, so good… até agora ninguém tinha aparecido… eu só esperava que continuasse assim até que terminássemos a nossa pequena diversão aqui… que, se dependesse de mim e do tanto que eu estava excitado, se prolongaria pela noite toda.

Quando eu fiquei de quatro, ele voltou a montar em cima de mim, para me comer. Ele deitou seu corpo sobre o meu e soltou todo seu peso sobre mim, me forçando a sustentá-lo. Enquanto ele me comia ali, com deliciosos movimentos de vai e vem, ele levou suas mãos até as minhas e nossos dedos se entrelaçaram. Minhas costas estavam um pouco sujas de areia, mas ele não pareceu se importar. Nossas coxas estavam coladas umas nas outras e eu podia sentir sua musculatura se contrair e se relaxar, conforme ele enfiava seu pau dentro de mim.

Quando ele chegou perto de gozar, ele passou seus braços sobre meu corpo e me abraçou forte, como se estivesse me apertando. Ele não reduziu os movimentos de vai e vem e continuou mandando ver ali atrás. Cada vez que sua virilha encostava na minha bunda, eu podia ouvi-lo suspirando de prazer. Cada vez que ele metia seu pinto profundamente dentro de mim, eu podia senti-lo enfiando o máximo que conseguia, numa tentativa de me comer da melhor forma possível. E, o melhor de tudo, eu podia sentir seu saquinho encostando em mim a cada estocada.

― Ah… isso é bom… ― ele gemia ali atrás.

― Ahh… ahh… ― eu também gemia a cada metida que recebia.

― Aaawn… aawnn… Lucas… Lucas… ― ele chamava meu nome.

― Aaahhh… aaaah… ― eu suspirava por entre os dentes.

Eu sabia que não ia aguentar por muito mais tempo, daí resolvi avisá-lo.

― Ah… Rafa… ah… e-eu acho que…

― Ah… eu também… ― ele disse sem me deixar terminar.

E, assim que ele disse isso, senti um líquido quente e espesso inundar meu cúzinho. Quando ele gozou, ele soltou um gemido mais alto que os demais, que me fez perder o controle e explodir num orgasmo delicioso. Eu sempre adorava quando a gente gozava juntos e em sincronia. Ele ainda estava em cima de mim, me comendo freneticamente, quando comecei a gozar e derramar minha porra sobre a areia embaixo de nossos corpos. Como meu pau estava muito duro, parte da minha porra espirrou e atingiu minha barriga, como sempre acontecia quando eu dava de quatro para ele. Nessa hora, senti a porra dele escorrer pelo meu cú e descer por uma de minhas pernas. Enquanto eu acabava de gozar, meu corpo se deliciava com os espasmos de prazer que o orgasmo me provocava.

No próximo instante, nós dois caímos para o lado, na areia da praia, mortos de cansaço. Era a hora de tomar fôlego e respirar. O Rafa chegou a tirar seu pau de dentro de mim, mas me abraçou e jogou uma perna em cima de mim. Enquanto isso, eu olhei para cima e fiquei de boca aberta pelo que tinha acabado de acontecer.

― Porra… o que foi isso… ― eu disse ainda tremendo por causa do orgasmo.

― É… foi incrível… ― ele concordou comigo.

― ―

714

― Ah… ainda tô gozando… olha! ― Eu disse quando senti mais um jato de porra escapar pelo meu pau e atingir minha barriga.

― É… eu acho que eu também… ― ele disse e olhou para o próprio pau, que estava começando a amolecer.

― Quero mais… ― eu pedi e ele me olhou surpreso. ― Vem… ― chamei-o.

― Sério!? ― Ele disse surpreso.

― Sério… vem cá… ― eu fiz sinal para que ele viesse até mim.

Ele obedeceu meu chamado e subiu em cima de mim. Eu estava deitado na areia e ele se deitou em cima de mim. Nossos pintinhos se encostaram e ele aproximou sua boca da minha. Assim que ele enfiou a sua língua molhada na minha boca, eu o abracei e comecei a fazer força para o lado, para rolar. Ele entendeu o que eu queria fazer e foi se jogando para trás, para rolar junto comigo. Daí nós dois rolamos e eu fiquei por cima. Enfiei minha língua o mais fundo que conseguia na boca dele, enquanto ele chupava meus lábios e esfregava suas mãos em meu corpo.

Rolamos mais uma vez e ele voltou a ficar por cima. Daí nossas bocas se desgrudaram e ele olhou nos meus olhos.

― Vamos tomar um banho? ― Ele sugeriu e beijou minha bochecha. ― Você tá meio sujo… ― ele disse se referindo ao fato de eu estar todo coberto de areia.

― Pode ser… ― eu aceitei.

Daí ele se levantou e me ofereceu suas duas mãos. Eu as peguei e ele me ajudou a ficar de pé.

Depois disso, nós dois fomos até o mar e lavamos nossos corpos. Dessa vez, não fomos muito fundo, até porque nadar não era nossa intenção. Enfim… nos lavamos, Rafa reclamou da dor que sentiu quando botou seu pau supersensível na água salgada, eu reclamei da dorzinha que estava sentindo na minha bunda depois de ter dado para ele sem lubrificante, enfim… nada demais.

Daí nós dois saímos da água e voltamos para a areia da praia. Chegando lá, ele me perguntou:

― E aí… já quer ir embora?

― Ah… não sei… você quer ir? ― Eu perguntei.

― Você que sabe… ― ele disse.

― Ah… já que estamos aqui, vamos aproveitar mais um pouco… o que acha? ― Eu sugeri.

― Pode ser… ― ele disse se sentando na areia e ficando de frente para o mar.

Eu fiz o mesmo e me sentei colado nele. Ele passou seu braço em volta do meu ombro e me puxou para perto. Eu passei meu braço em volta de sua perna, que estava flexionada e apoiei minha mão em seu joelho.

― Tô com um pouco de frio… ― eu disse. ― Você não?

― É… acho que eu também tô com um pouquinho… ― ele concordou comigo. ― Mas é só a gente ficar juntinho que esquenta…

― É… acho que sim… ― eu disse sorrindo.

Continuamos ali juntinhos, admirando o mar e as estrelas, como se tivéssemos a noite toda para isso.

― Você não acha que falta alguma coisa? ― Eu perguntei para ele esperando uma resposta.

― Tipo o que? Um baseado? ― Ele disse rindo.

Eu ri da resposta dele.

― Não, seu doido… uma fogueira… pra gente ficar quentinho… ― eu expliquei.

― ―

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― Qual a diferença? ― Ele perguntou rindo. ― Fogueiras só servem para encher nossos pulmões de fuligem…

― Nada a ver! ― Eu defendi minha ideia.

― Claro que é! Quando eu fui acampar com meu pai, a gente acendeu uma fogueira e eu tossi a noite toda… ― ele contou.

― Você já foi acampar? ― Eu perguntei surpreso.

― Ah… é… já… quando eu era menor… a gente acampava com bastante frequência, pra ser sincero…

― A gente quem? ― Eu perguntei. ― Sua família toda?

― Não… só eu, meu pai e o Gabriel… todo mundo, menos minha mãe… ― ele explicou.

― E aonde vocês iam?

― Não íamos numa floresta de verdade, se é o que você quer saber… ― ele explicou. ― Tem um clube, lá na cidade, que é feito pra isso… é tipo uma floresta privada, bem grande, que você paga para acampar… aí você leva barraca, comida, bebida e acampa! Só que, em compensação, por ser uma floresta privada, não tem perigo de ter cobra, animais selvagens e nem nada perigoso lá…

― Nossa… que chato! ― Eu disse zoando. ― Qual a graça de acampar sem o medo de morrer?

― Ah… fala sério… quando voltarmos, a gente pode ir acampar um dia, se você quiser, claro…

― Eu aceito! ― Eu disse feliz pelo convite.

― Se a gente ainda for nessas férias, o Gabriel pode ir conosco…

― Ia ser legal! ― Eu disse empolgado.

― Sim… ― ele concordou.

Ficamos em silêncio por um momento, só curtindo a presença um do outro. Quando ele começou a acariciar meu ombro, eu deitei a minha cabeça no seu. Eu gostava quando ele ficava passando a mão em mim, para me fazer um carinho. Além de eu achar isso fofo, eu achava muito gostoso. É… eu realmente estava no céu… eu estava abraçando o menino mais lindo do mundo, numa praia deserta, sob um céu perfeito e sobre um mar impecável. Eu o amava e o sentimento era recíproco. Nada no mundo me confortava mais que isso. Eu estava satisfeito comigo mesmo. Eu estava satisfeito com a minha vida.

― Olha! ― Ele gritou e apontou para alguma coisa que viu na areia, mas eu não entendi o que era. ― Pera, Lu… ― ele disse e me pediu licença, para se levantar.

Ele se levantou, deu alguns passos, se abaixou e apanhou alguma coisa da areia. Aproveitei o meio tempo para admirar seu corpo nu de menino. Segundos depois, ele voltou para onde estávamos.

― Deixa eu sentar aí. ― Ele pediu e apontou para o meu colo.

― Hã!? ― Eu disse sem entender.

― Dá licença… ― ele disse e se sentou na minha frente.

Eu, que estava sentado com as pernas cruzadas, tive que abri-las para dar espaço para ele, que se sentou bem na minha frente e passou suas pernas em volta do meu corpo, para me abraçar. Eu meio que gostei dessa posição, porque ficávamos um de frente para o outro, bem próximos. Era fácil de beijar, era fácil de abraçar e, toda vez que ele falava alguma coisa, eu podia sentir o sabor de seu hálito quente me tocar.

― O que você encontrou aí? ― Eu perguntei.

― Olha! ― Ele disse e me mostrou uma conchinha.

― Uma concha? ― Eu perguntei um tanto quanto decepcionado.

― ―

716

― É… uma concha… você sabia que, se a gente abrir, pode ser que tenha uma pérola aqui dentro?

― Ah… fala sério… ― eu disse rindo. ― Nunca que vai ter uma pérola aí!

― Duvida? ― Ele me desafio.

― Rafa… qual é… quais as chances de se encontrar uma pérola aí!? É mais fácil ganhar na loteria…

― Nunca se sabe… ― ele disse sorrindo. ― Como vamos abri-la? ― Ele disse estudando o formato da concha.

― Hum… ― eu disse pensativo. ― Podemos usar uma aliança… ― eu sugeri.

― Deixa eu tentar… ― ele aceitou a sugestão.

Ele tirou o anel do dedo, encaixou uma borda na boquinha da concha e aplicou um torque, para tentar abri-la. Ele não encontrou dificuldades, uma vez que calcário se quebrou facilmente provocando um estalido seco.

― Ah… droga… não tem nada aqui… ― ele disse decepcionado.

― É… nem tudo é perfeito… ― eu o consolei.

― Pelo menos o cheiro é gostoso… ― ele disse e aproximou a concha do meu nariz.

Eu inspirei aquele cheiro cheio de curiosidade e senti um odor horrível de frutos do mar estragado.

― Rafa! ― Eu gritei com ele enquanto tampava o nariz.

― Hahaha! ― Ele riu de mim. ― Fedido, né? ― Ele disse rindo.

― Nossa, seu vacilão! ― Eu disse e dei um empurrãozinho em seu ombro.

― Ah, qual é… eu tinha que fazer isso com alguém pelo menos uma vez na vida… ― ele disse rindo de mim.

― Engraçadinho! ― Eu reclamei novamente.

Enfim… depois disso, continuamos nos curtindo ali na praia por mais ou menos uma hora. É claro que não ficamos sentados por muito tempo… não deu nem dez minutos, nós resolvemos deitar na areia e curtir o céu semi nublado e semi estrelado abraçadinhos. Ele passou a mão sobre meu ombro e eu botei minha cabeça sobre seu peito e o abracei. Ficamos juntinhos ali naquela areia macia por um tempo, até nos cansarmos e irmos embora.

É claro que, antes de nos vestirmos, tomamos outro banho naquele mar negro, para tirar o resto da areia do corpo. Daí voltamos para o hotel, onde encontramos uma cama de casal e um quarto vazio… e, bem… o que posso dizer? Quem era capaz de resistir ao charme do Rafa num quarto vazio? Transamos de novo. E, depois disso, de novo. Não podíamos deixar de aproveitar nossas férias e nossa viagem que, até agora, estava sendo um máximo!

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Comentários

G

greenbox amigobc comentou:

Seila estou pretarando aqui para nos conversar

21/10/2022 21:44
G

greenbox amigobc comentou:

ja postei o episodio 62 por do sol

21/10/2022 21:44
R

Rafa comentou:

Vai sair alguma coisa hoje? Se não vou ir dormir kkkk

21/10/2022 21:44
K

Keno comentou:

Mais um capítulo concluído, que fofo os dois num lugar só para eles, não posso negar que fiqueira com medo de um dos dois sair prejudicado, mesmo assim foi muito fofo esse capítulo espero pelo próximo capítulo mais rápido, estou amando muito essa história dos olhospitais verdes e do gatinho te agradeço greenbox

21/10/2022 21:44
T

Tesão gay comentou:

Que pena que já está chegando ao final a saga deste romance, tudo que é bom acaba logo, apesar de muitos e muitos capítulos já postados, parece que foi ontem que eu li o primeiro capitulo.

21/10/2022 21:44
S

Seila comentou:

temos 19 capitulos pela frente ainda meu amigo, vai demorar um pouquinho ainda kkkk. mas realmente pareceque foi ontem que foi postado o primeiro capitulo dessa magnifica historia

21/10/2022 21:44
T

tesão gay comentou:

fiquei com medo quando eles entraram no mar, mas graças a deus deu tudo certo.

21/10/2022 21:44
R

Rafa comentou:

Como sempre,show!

21/10/2022 21:44