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Entre dois mundos-cap.6: A viajem dos sonhos

📅 Publicado em: 08/09/2019 23:46

👤 Autor: kadu-coelho

📂 Categoria: Traição/Corno

🏷️ Tags: #Gay #Teen
Do nada apareceu uma viajem que mudou a minha vida, foi nessa viajem que fizemos sexo pela primeira vez e por várias vezes, vou contar tudo nesse e nos próximos capítulos aguarde.

BASEADO EM FATOS REAIS…

O fim de semana chegou, finalmente era sábado, estava no meu quarto descansando quando minha mãe bate na porta.

― Visita pra você, ela disse.

― Visita? Quem? Perguntei.

― Vem ver, você vai gostar, ela respondeu.

Rapidamente sai do quarto e fui até a sala, quando cheguei lá me deparei com uma surpresa pra alegrar meu sábado, Felipe estava sentado no sofá da sala, mas seu pai e sua mãe estavam em pé ao lado dele de braços cruzados.

― Dudu, precisamos conversar sério com você, dona Nayra disse.

Fudeu tudo, descobriram que eu fui na casa deles ontem, e agora o que eu faço? Pensei em sair correndo pela janela, mas minhas pernas estavam tremendo, não conseguia sair correndo.

― estive vendo a sua relação com o Felipe e decidimos conversar algo com você, junto com seus pais, e não quero ter que chamar a polícia pra denunciar o que você fez, o pai do Felipe disse, olhei pro Felipe e ele estava segurando pra não rir, olhei novamente pro pai dele e ele também estava segurando a risada, já estava quase chorando, descobriram tudo, agora eu vou pra cadeia, espera, menor não vai pra cadeia, mas meus pais vão me matar.

― Calma Dudu, nós viemos te convidar para viajar com a nossa família, dona Nayra disse rindo.

Sentei no sofá ao lado do Felipe, ele estava morrendo de rir.

― O que você pensou que fosse? meu pai perguntou.

― Não sei, eu sou muito próximo do Felipe, isso pode me dar problemas, basta alguém inventar uma fofoca, falar algo que eu não fiz e eu estou ferrado, respondi rindo.

― Nada disso, confiamos em você pra cuidar do nosso filho, o pai do Felipe disse.

― Mas então, topa fazer a viajem? Dona Nayra perguntou.

― Na verdade, eu, eu, pre, preciso da autorização dos meus pais e, e, de dinheiro pra ir, eu disse gaguejando, não acreditando no que estava acontecendo.

― Dinheiro? Quem falou em dinheiro? É presente e presente não se paga, tenho um pacote de viajem pra quatro pessoas, todo ano eu compro um pacote desses e quando está bem próximo da viajem escolho uma pessoa pra levar, esse ano escolhi você, você topa?

O pai do Felipe perguntou.

― Mas, meus pais? Tenho que ver se eles vão deixar, eu respondi.

Minha mãe pegou uma pasta que estava sobre o balcão, abriu e escreveu algo, em seguida meu pai também escreveu, fecharam a pasta e meu pai entregou para o pai do Felipe.

― Meu filho, esses são os documentos que autorizam você a viajar desacompanhado, com esses documentos e dou plenos poderes para os pais do Felipe cuidarem de você durante a viajem, pode ir, meu pai disse e entregou a pasta.

― Você merece essa viajem, meu filho, você é muito jovem pra ser modelo e fotografo, é muito trabalho pra um garoto e você precisa descansar, essas viajem é a oportunidade, minha mãe disse.

Eu já estava chorando de emoção, abracei meus pais em forma de agradecimento, Felipe ficou em pé em cima do sofá, e disse:

― Estou muito feliz… em seguida ele me abraçou bem forte, um abraço muito apertado de quem realmente estava muito feliz, seu coração estava acelerado e dava pra sentir que ele estava segurando o choro, peguei ele no colo e coloquei no sofá, todos estavam emocionados com os olhos cheios de lagrimas.

― tudo bem, a viajem ainda vai ser daqui uma semana, é o tempo que o Felipe precisar ir pra escola, depois ele já está de férias, e você kadu, não precisa se preocupar já conversei na agencia e eles liberaram você e o Felipe pra viajem, o pai do Felipe disse.

― Vou espera ansioso, uma semana vai passar rápido e até lá eu também já vou estar de férias, eu disse.

― Vai sim, e sexta feira oito da noite estaremos entrando no avião, ele disse.

― AVIÃO? Oba, vou viajar de avião, Felipe gritava e pulava.

― Caramba o Felipe nunca viajou de avião, dona Nayra disse.

― Que legal, vou testemunhar esse fato histórico, eu disse rindo.

― Vai sim, sábado vamos acordar no paraíso das águas termais, um lugar paradisíaco, onde tudo e pensado nos mínimos detalhes, pra te levar pra outro mundo, o pai do Felipe disse, e em seguida já foi indo em direção a porta, eles se despediram e foram embora.

O fim de semana passou como um raio, mas a semana passou igual uma lesma, na segunda não vi o Felipe, o resto da semana ele esteve comigo, muito empolgado ele não falava de outras coisas, que ia viajar comigo, que ia viajar de avião, que ia viajar comigo, que ia pro paraíso das águas quentes, que ia ser comigo, ele estava muito feliz em viajar comigo, e eu também, não sabia o que esperar seria uma experiência nova, viajar com pessoas que nem conheço direito, pra um lugar desconhecido pra mim, mas estava confiante que ia dar tudo certo.

A quinta feira chegou e Felipe estava quase morrendo de emoção, passamos o dia juntos na agencia, nem consegui dar aula pra ele, ficamos conversando e logo o dia passou, mais tarde cheguei em casa e comecei a arrumar minha mala, afinal íamos ficar uma semana viajando, escolhi as melhores roupas, peguei minhas melhores sungas, eu tinha o dia todo amanhã, mas algo me dizia pra arrumar essa mala hoje, terminei era onze horas da noite, estava sem sono, ansioso, não conseguia dormir, má depois de um tempo finalmente consegui dormi, sexta feira acordei mais tarde que o normal, e no meu celular tinha uma mensagem da dona Nayra que dizia “Dudu aqui e Nayra, queria saber se tem como você ir pra minha casa hoje ajudar o Felipe organizar a mala dele, já organizei a minha e do meu marido, você já pode levar suas coisas e ficar lá em casa, quando chegarmos do trabalho vamos terminar de organizar o que falta e já vamos direto para o aeroporto” respondi com um “sim, eu posso ajudar com todo prazer, já levo minhas coisas e já fico por lá, esperando vocês chegarem” estava todo feliz que ia passar o dia com meu anjinho, que bom que eu tinha organizado minha mala ontem, agora era só tomar um banho e ir pra casa do Felipe, e assim eu fiz, tomei meu banho, almocei, despedi dos meus pais e fui pra casa do Felipe.

Cheguei e chamei o Felipe no interfone, lá de dentro da casa ele abriu o portão, entrei na casa e fui direto para o quarto do Felipe, quando eu entrei ele estava com uma bermudinha sem camisa, a cama estava cheia de roupas e o coitado do garoto já estava todo suado.

― Dudu, por favor, me ajuda, eu desisto… ele disse quase chorando e se jogou na cama.

― Calma, eu vou te ajudar, sua mãe me pediu pra vim te ajudar, eu respondi.

― Que bom, por onde começamos? Ele perguntou e foi levantando da cama.

Começamos a arrumar a mala dele, calças, camiseta, bermudas, como esse garoto tinha tanta roupa? Eu sei que todo modelo tem bastante roupa, mas eu sou modelo e não tenho o tato de roupa que ele tem, fiquei surpreendido com a quantidade de roupas, mais ainda com a quantidade de cuecas, mais de cinquenta, uma verdadeira coleção, e mais de vinte sungas.

― Dudu, quantas cuecas eu levo? E quantas sungas? Felipe perguntou.

― Acho que cueca pode levar dez, uma pra cada dia e sobra pra emergência, sunga acho que pode levar unhas seis, você tem muitas, respondi.

Ele separou as melhores e colocou na mala, pronto havíamos terminado, agora era só esperar.

― FELIPE… você ainda não tomou banho, eu disse rindo.

― Será que precisa? Ele perguntou.

Levantei o braço dele e cheirei sua axila.

― Acho que sim, respondi.

― Que nada, esse é o meu cheiro natural, cheiro de garoto, ele disse.

― Tudo bem, mas lembre-se que no avião não tem como abrir a janela, e acho que você não vai querer contaminar o avião com seu cheiro de garoto, eu disse rindo.

― Acho que vou tomar um banho, só pra refrescar o calor, ele disse e saiu rindo em direção ao banheiro, eu também fiquei rindo sozinho no quarto.

Cinco minutos depois Felipe me gritou lá no banheiro

― Dudu, me ajuda aqui.

Fui até o banheiro e perguntei:

― Você está bem?

― Sim, só fica aqui comigo, pra eu não ficar sozinho, ele respondeu.

― Tudo bem, vou ficar aqui com você, eu disse.

Felipe abriu o boxe de vidro preto que dividia a parte onde ficava o chuveiro, o vapor quente com um cheiro inocente de sabonete e garoto sapeca tomou conta do banheiro todo, quando a fumaça se dispersou pude ver aquele corpo lindo perfeito, ele estava de olhos fechados enxaguando o shampoo que estava no seu cabelo, a espuma escorria por seu rosto e por seu corpo, era uma cena maravilhosa, enfim ele abriu os olhos e disse:

― Dudu, pode lavar meu chinelo por favor? e já foi jogando o chinelo pra mim.

― tudo bem, respondi e já fui lavando o chinelo dele no lavatório do banheiro, com todo cuidado do mundo pra não me sujar, afinal eu já estava de banho tomado e com a roupa limpinha, terminei de lavar o chinelo e virei o rosto em direção ao Felipe, não acredito, ele estava batendo uma punheta no chuveiro.

― Está fazendo o que? Perguntei rindo.

― Aliviando, a culpa não é minha se eu estou com o saco cheio, ele respondeu.

― Tudo bem, mas não tinha outra hora pra fazer isso? Perguntei novamente.

― Você não ia querer que eu contaminasse o avião com meu cheiro de gozo de garoto, ele disse rindo.

Nós rimos juntos, fiquei apenas observando ele enquanto ele se punhetava ele olhava nos meus olhos, eu estava a mais de três metros dele mas sentia como se estivéssemos grudados um no outro, olhando no fundo dos seus olhos eu podia sentir sua respiração, seu desejo, podia sentir toda tensão e todo estresse saindo pelas mãos em direção ao seu pênis lindo, sua boca brilhava como a água que escorria sobre o seu corpo, ele começou a movimentar mais rápido e de repente… gozou, o gozo escorria pelas suas mãos e se misturava com a água quente do chuveiro, olhei novamente pra ele e ele sorriu pra mim, em seguida fechou lentamente o box do banheiro, fiquei parado apenas olhando o box fechado, não tinha entendido bem o que tinha acontecido, Felipe me chamar aqui só pra eu ver ele gozando, não intendi o motivo, mas também não perguntei.

Coloquei o chinelo dele na frente do box e retornei para o quarto, escutei o barulho do portão se abrindo e fui até a sala para ver quem era, pra minha surpresa era o pai do Felipe.

― Boa tarde Dudu, animado pra viajem? Ele perguntou todo entusiasmado.

― Claro que sim, não vejo a hora de irmos, respondi tentando seguir a animação dele.

― Beleza, vou tomar meu banho pra irmos adiantando, daqui a pouco a Nayra chega e te ajuda com o Felipe, falando em Felipe, cada ele? Ele perguntou.

― Ajudei a organizar a mala dele, e agora ele está tomando banho, já deve estar terminando, desci aqui pra sala pra deixá-lo à vontade no quarto, respondi.

― Para tudo, o Felipe tomando banho? Me diga como você conseguiu fazer isso? Ele demora uma eternidade pra entrar no banheiro, Felipe detesta banho.

― Eu sei, mas também sei convencer ele, respondi rindo.

― Você precisa me ensinar isso, mas depois por que agora vou tomar banho, não quero contaminar o avião com meu cheiro de homem.

― Foi exatamente esse recurso que eu usei, respondi rindo.

― Entendi, por que eu nunca pensei nisso? O pai do Felipe saiu rindo em direção ao banheiro, eu subi atrás em direção ao quarto de Felipe, abri a porta do quarto e me deparei com Felipe de cueca em cima da cama tentando vestir uma camiseta.

― Dudu me ajuda aqui, ele disse com os braços presos na camiseta.

― Calma eu vou te ajudar, respondi e fui logo ajudar ele, depois de muita luta, nós vencemos e Felipe conseguiu entrar na camiseta.

― Dudu, você gostou da minha cueca? Felipe perguntou e cruzou os braços fazendo pose.

― Prefiro você sem cueca, respondi, ele tentou se defender e quando foi mexer os braços eu gritei:

― FELIPE, ESPERA, fica nessa pose, deixa eu fazer uma foto, fui até a minha mochila que estava ali no chão ao lado da cama, peguei minha câmera e tirei um monte de fotos do Felipe de cueca e camiseta em cima da cama, ele fez questão de fazer várias poses diferentes, depois da “sessão de fotos” Felipe terminou de vestir as roupa, e eu ainda tive que ajudar ele a calcar seu tênis, terminamos e já fomos pegando as malas e descemos para a sala da casa, quando chegamos lá dona Nayra tinha acabado de chegar.

― Caramba, vocês já estão de banho tomado e com as malas prontas? Parabéns Dudu, o que você fez? Como você conseguiu isso? Dona Nayra perguntou rindo.

― Não sei por que vocês estão falando assim, o Felipe é super-rápido pra se arrumar, ele mesmo foi tomar banho sem eu pedir.

― Você precisa me ensinar a fazer esse milagre, agora deixa eu tomar um banho, vocês não querem que meu cheiro de mulher contamine o avião?

Caramba eles tem a chave pra fazer o Felipe tomar banho, mas não sabem usar, enquanto os pais do Felipe se arrumavam, nós ficamos na sala assistindo vídeos na start tv, Felipe colocou um vídeo que mostrava a cidade que nos iriamos viajar, ver a história da cidade só alimentava mais ainda minha ansiedade, senti meu celular vibrar no bolso, era a minha mãe mandando aquela sequência de mensagens “obedeça os pais do Felipe, não durma muito tarde, toma cuidado com rios, lagos e piscinas, não ande sozinho pela cidade, e o mais importante, não fique pelado na frente do Felipe” comecei a rir alto, Felipe perguntou:

― O que foi Dudu?

― Nada é só minha mãe me mandando mensagem pra eu não esquecer de comer de boca fechada, respondi rindo.

Minha mãe é super protetora, não sei que milagre foi esse dela ter me liberado, acho que ela confiava em mim e nos pais do Felipe, essas viajem tinha tudo pra dar certo, cada segundo ficava mais ansioso, estava distraído quando de repente chegou o pai do Felipe.

― Que legal vocês estão vendo vídeos sobre a cidade, ele disse.

― Sim, foi o Felipe que colocou esse vídeo, se a cidade for tudo isso então não é cidade, é o paraíso, respondi.

― Sim lá é mesmo o paraíso, uma coisa interessante é que as águas das piscinas e dos rios são aquecidas naturalmente por uma camada de vapores em baixo da terra, e lá tem um vulcão de verdade em cima da serra, ele disse.

― Caramba, um vulcão? Que legal, respondi entusiasmado e em seguida o locutor do vídeo disse:

― Agora vamos falar sobre as águas quentes e o vulcão…

― Não disse que lá tem um vulcão, o pai do Felipe disse e saiu rindo.

Ainda esperamos mais de meia hora enquanto a dona Nayra se arrumava, mas que demora, Felipe já estava quase dormindo no meu colo quando ela chegou.

― Tudo pronto, ela disse.

Nos três olhamos pra traz e surpreendemos com a beleza da dona Nayra, ela estava linda com um vestido branco.

― Aonde você mora garota linda? Quero me casar com você, o pai do Felipe disse e já foi indo de encontro a dona Nayra.

― Amor, assim você me deixa com vergonha, ela disse.

― Vergonha de ser a mulher mais linda do mundo? Ele disse enquanto segurava as mãos da Nayra.

― parabéns, vocês são um lindo casal, na verdade uma linda família, eu disse com os olhos cheios de lagrimas de emoção em ver aquele momento, algo me dizia que estava só começando, que aquele casal tinha muito pra me ensinar, e essa vagem seria simplesmente linda.

― Então galera, vamos logo? Felipe disse cortando todo o clima perfeito.

― Vamos sim, não queremos perder o voo né? O pai do Felipe disse e já foi indo em direção a porta, ele pediu um Uber pra nos levar até o aeroporto, minutos depois o Uber chegou, colocamos as malas no porta malas e começamos a viajem, no caminho Felipe deitou a cabeça no meu ombro e enquanto o carro ia andando ele ia observando a janela do carro, seu olhar estava distante, os pais do Felipe estavam distraídos conversando com o motorista do carro.

― Felipe está tudo bem? Perguntei.

― sim, só estou pensando, nunca pensei que um dia eu fosse fazer uma viajem dessas, todos os anos nossa família viaja, mas nunca viajamos de avião, estou muito feliz e estou mais feliz por que você está aqui, você é muito especial pra mim, Felipe disse.

― Você que faz os meus dias mais felizes, agradeço ao destino por ter cruzados nossos caminhos, posso te pedir um favor? Eu perguntei.

― Pode sim, Felipe respondeu.

Cheguei perto do ouvido dele e disse bem baixinho:

― Promete que nunca vai deixar de ser criança?

Ele não respondeu nada, mas senti seu corpo se arrepiando, parecia que uma energia positiva tinha percorrido o seu corpo, ele colocou novamente a cabeça sobre o meu ombro, soltou o ar dos pulmões e segurou a minha mão, ele não disse nada, mas aquilo era um sim…

Senti o Felipe respirando profundamente e percebi que havia dormido, naquele momento lembrei que ele tinha batido uma punheta mais cedo, ele sempre fica sonolento depois de gozar, é muita emoção e hoje era especial, era uma emoção gigante, dona Nayra percebeu que Felipe havia dormido deitado no meu ombro.

― Ele dormiu no seu ombro, eu vou acordar ele, Felipe… dona Nayra disse e foi encostando a mão afim de acordar ele.

― Não dona Nayra, pode deixá-lo dormir, não é nem um incomodo, eu respondi e segurei a mão dela, impedindo-a de acordar o Felipe.

― Você é muito especial pra ele, ela disse.

― E ele é muito especial pra mim, respondi.

― Obrigada por cuidar dele com tanto carinho, ela disse e sorriu, eu apenas devolvi o sorriso sem dizer nada, ela voltou a olhar pra frente e eu olhava para a janela do carro.

Alguns minutos depois…

AEROPORTO INTERNACIONAL DE GUARULHOS- SÃO PAULO.

― Felipe, acorda, chamei ele, agora eu fazia questão de acordar ele.

― Que foi? Ele perguntou meio sonolento.

― Chegamos no aeroporto, respondi.

― Cadê? Aonde estão os aviões? Ele perguntava entusiasmado.

― Calma, os aviões estão lá dentro, nós vamos entrar agora.

Entremos no aeroporto, o carro parou na frente do terminal, descemos e pegamos as malas, o pai do Felipe pagou o motorista e foi ajudando a pegar as malas, continuamos andando em direção a uma porta que se abriu sozinha revelando o aeroporto, Felipe estava tão emocionado que nem piscava, eu já tinha entrado várias vezes naquele mesmo terminal mas nem uma foi tão emocionante como essa, ver o Felipe todo feliz não tem preço, ele olhava para todos os lado observando cada detalhe, eu peguei minha câmera na mochila e fui filmando, queria guardar esse momento, o pai do Felipe foi fazer o cheque-in e dona Nayra foi buscar uma coisa em um balcão, não sei o que é mas agora não importa.

― Felipe vem aqui, segurei a mão dele e levei ele até uma janela de vidro de onde dava pra ver os aviões no pátio, quando chegamos no vidro coincidentemente estava pousando um Boeing gigante, Felipe encostou a cabeça no vidro e ficou admirando a cena do avião pousando.

― Dudu, vem ver que legal o avião pousando, ele disse com a cabeça encostada no vidro.

― Já estou vendo, respondi.

― Encosta a cabeça, ele pediu.

Quando encostei a cabeça no vidro o avião tocou as rodas no chão, o vidro tremeu como se fosse quebrar, Felipe pulou dois metros de distância.

― Dudu sai daí, vai quebrar, ele gritou desesperado.

― Calma, não vai quebrar, eu respondi em meio aos risos.

― Felipe vem aqui, chamei ele, ele veio correndo e o avião estava taxiando na pista, ele fez uma curva e veio na direção do vidro, e lentamente o nariz gigante do avião foi se aproximando do vidro, Felipe começou a ficar com medo.

― Dudu vai bater? Ele perguntava.

Eu percebi que ele estava com medo, e encostei o corpo dele no vidro, segurei ele por trás e ele ficou tentando se soltar para correr enquanto o avião se aproximava cada vez mais.

― Dudu me solta, nós vamos morrer, ele gritava desesperadamente, era tipo uma salinha um pouco afastada do saguão e não tinha ninguém por lá, eu estava morrendo de rir, quando percebi que o avião estava parando e Felipe já estava quase chorando eu o abracei e disse:

― Nós não vamos morrer, não hoje, e se aquele avião estivesse desgovernado e muito rápido ainda teria tempo de te jogar longe e enfiar na frente do gigante de aço.

― Mas você ia morrer pra me salvar? Ele perguntou.

― Sim, eu já vivi muito, mas você ainda tem a vida toda pela frente, respondi.

― Valeu Dudu, isso foi legal, Felipe disse e em seguida me abraçou.

Percebi que o avião ainda não tinha parado então coloquei a mão do Felipe no vidro e coloquei minha mão por cima da dele.

― Agora somos um, imagina uma força sobrenatural indo pra sua mão e jogando um raio para parar o avião.

Ele respirou profundamente e eu senti sua mão contraindo com muita força, lentamente o avião foi parando até que parou, faltando poucos metros pra encostar na janela.

― Lembre-se, você não está sozinho, eu sempre vou estar com você e não vou deixar não a de ruim te acontecer quando eu estiver por perto, Fellipe me abraçou e disse bem baixinho no meu ouvido:

― Eu aprendi a lição, depois ficamos parados olhando pro avião que agora estava parado, tão perto que o piloto chegou a acenar pra nos lá de dentro do avião.

― Dudu ele deu tchau pra mim, Felipe disse eufórico.

― sim, da tchau pra ele também, eu respondi e Felipe encostou a mão no vidro dando tchau para o piloto, em seguida Felipe me abraçou bem forte e quando ele me soltou olhamos para o piloto que estava filmando a cena com o celular e com a outra mão estava limpando as lagrimas de emoção, começamos a fazer poses de modelo e o piloto caiu na risada.

os pais do Felipe entraram na salinha aonde estávamos, o pai dele já tinha feito o cheque in e dona Nayra estava com uma pulseira , na pulseira estava escrito o meme completo do Felipe e os telefone do pai, da mãe e o meu, o avião ia demorar mais de uma hora pra decolar, então fomos a uma lanchonete do aeroporto para lancharmos, ficamos quarenta minutos por lá, Felipe conquistou os garçons do local com sua simpatia e alegria no final eles não cobraram o lanche dele e ainda deram um saco de balinhas pra ele, ele ficou todo feliz.

O portão já ia se abrir então fomos pra fila antes que ela ficasse gigantesca, esperamos um pouco e já estávamos a caminho da porta do avião, Felipe estava tremendo as pernas, cheguei perto dele e perguntei baixinho:

― Felipe, você está com medo?

― Não, imagina, eu estou com frio, ele respondeu tentando disfarçar o medo.

Entramos no avião e o pai do Felipe foi verificar as passagens:

― 74 e 74 B, amor esses são os nossos, 75 e 75 B são os de vocês, quem vai ficar na janela? Ele perguntou.

― Felipe, eu respondi, apesar de querer ficar na janela eu queria mais ainda que o Felipe ficasse na janela pra ver mais de perto a decolagem e o pouso, o pai do Felipe entregou as passagens e nos sentamos nas nossas poltronas, ajudei o Felipe a colocar o cinto, esperamos um pouco e logo ouvimos o piloto anunciando a partida:

― boa noite, eu sou o piloto borges, iremos iniciar o processo de decolagem rumo ao aeroporto de Goiânia a previsão é de duas horas e meia, e em nome da nossa companhia desejamos a todos uma boa viajem, obrigado por escolher voar com a azul, o piloto disse, em seguida o avião começou a decolar, e Felipe estava com medo.

― Dudu, me segura, eu sou muito magrinho eu posso me soltar da poltrona, ele disse rindo.

― Calma, eu disse e segurei a mão dele, em seguida continuei dizendo, juntos somos um, lembra? Não precisa ficar com medo, estamos no segundo transporte mais seguro do mundo.

― E qual é o primeiro? Ele perguntou.

― Depois eu te conto, respondi e senti a mão dele tremendo.

― Fecha os olhos e pensa em alguém que te faz bem, e que você não tem medo de nada quando está perto dessa pessoa, eu disse.

― essa pessoa está aqui, Felipe respondeu e apertou minha mão, de olhos fechados Felipe não viu a linda decolagem do aeroporto de Guarulhos, fiquei parado olhando a janela e pensando no que o Felipe tinha acabado de falar, me senti mito importante sabendo que eu era a pessoa em quem ele confiava, viajei nos pensamentos e quando percebi o avião já estava em cima das nuvens.

― Felipe eu vou contar até três e você abre os olhos e olha pra janela, comfia em mim? Perguntei. Ele balançou a cabeça dizendo que sim, então contei, 1, 2, 3…

― Noooooosa, que legal, nós estamos no céu, essa foi a reação do Felipe ao olhar pela janela, ele olhou pra mim e sorriu, depois ele sentou confortavelmente na poltrona e ficou comtemplando a beleza, eu também fiz o mesmo e acabamos dormindo…

O pai do Felipe nos acordou para lancharmos, a comida do avião é boa a única coisa ruim e que ela acaba, faltavam poucos minutos, na verdade menos de uma hora pra pousarmos, Felipe e eu perdemos o sono e agora estávamos jogando Minecraft no celular, ficamos jogando até anunciarem o pouso, desligamos os celulares e colocamos o cinto de segurança.

― Segura a minha mão pra eu não ficar com medo, Felipe disse baixinho no meu ouvido.

― tudo bem, confia em mim, se avião não explodiu no ar enquanto voava ele também não vai explodir enquanto pousamos, eu disse e em seguida nos dois rimos, o avião foi perdendo altitude e em fim pousou, o coração do Felipe estava batendo tão rápido que estava dando pra ver o movimento na blusa dele.

Minutos depois estávamos em terra firme, Felipe agora estava mais calmo, o pai do Felipe pediu pra esperarmos na saída do aeroporto que ele ia buscar algo, focamos sentados na porta do aeroporto esperando e logo ele voltou com um caro, um carro não , um carrão, um Jeep Renegade preto, ele abriu o vidro e gritou:

― Bora, família, ou vocês vão a pé?

Abri a porta malas do carro, colocamos as malas e entramos correndo no carro, agora nós teríamos que viajar mais um pouco de carro, estávamos em Goiânia e a cidade era a 176 km, aproximadamente duas horas de viajem de carro, pegamos a Rodovia e fomos seguindo de carro, era contagiante a felicidade da família do Felipe, ele faziam piadas, e riam o tempo todo, dona Nayra me disse pra não peidarmos dentro do carro por que o carro era alugado, e teríamos que devolver em ótimo estado, Felipe e eu caímos na risada pra terminar o pai do Felipe disse que teríamos que ir para Curitiba por que paraná era um ótimo estado pra devolver o carro, rimos mais ainda e em meio as risadas comecei a viajar nos meus pensamentos, enquanto eu olhava pra janela eu pensava, como pode o destino nos unir, me fazer conhecer pessoas tão legais, fazer eu ter a oportunidade de viajar para o paraíso, enquanto eu viajava nos meus pensamentos eu admirava a risada do Felipe, não estava escutando nada, mas na minha cabeça tocava um solo de piano que traduzia perfeitamente aquele momento, se tudo der certo em poucas horas vamos estar no paraíso, não vamos ter que morrer pra isso, nem ir pro céu, mas o lugar aonde vamos fica perto do sol, um lugar que eu não sabia mas que mais tarde chamaríamos de cidade do sol…
Nenhuma reação ainda.

Comentários

A

Anônimo comentou:

Vc é muito detalhista. Escreve bem.

26/08/2019 18:38
K

kadu coelho comentou:

muito obrigado, sempre busco fazer as coisas com exelência.

26/08/2019 18:38
A

Anônimo comentou:

Qual é o nome da cidade do Sol?

26/08/2019 18:38
A

Anônimo comentou:

Nossa! Que legal! Eu já estive nessa cidade do Sol há 10 anos, pena eu não ter a companhia de um menino na ocasião, passei o carnaval todo bêbado, rsrsrs… Estou adorando sua história, Dudu! Cada capítulo a gente se envolve mais com vocês dois. Felicidades!

26/08/2019 18:38
A

Anônimo comentou:

Histórias mtt boas, você está de parabéns

26/09/2019 18:38
K

Kadu coelho comentou:

Caldas novas-GO, Felipe que decidiu chamar de cidade do sol 😉

26/09/2019 18:38
K

Kadu coelho comentou:

Que bom saber que você está gostando, fico feliz em saber que meu objetivo está sendo alcançado.

26/09/2019 18:38
Minha Puta