Vingança mesquinha.
Vingança mesquinha.
by: centauro19x5
Um triste dia, por circunstâncias da vida, separei-me de minha esposa. Isto durou três meses e neste período oscilei entre a raiva, o desespero, a amargura e a desesperança. Não foi apenas pela revolta e pela carência, o fato é que, talvez até mesmo exclusivamente por raiva, aproximei-me então de uma vizinha.
Teresa. Descendente de alemãs, loira, olhos verdes, não bonita mas simpática, um corpo comum de mulher beirando os quarenta. Viúva, mas que aproveitava bem a vida, segundo consta de braço em braço e de cama em cama. Não que isso me importasse ou incomodasse, naquela situação angustiante.
Um dia recebi uma encomenda por ela, que não estava. Lá pelas 22:00 horas, quando chegou, fui entregar, desabou um temporal, eu estava sem guarda-chuva, tinha que esperar a chuva passar naquela noite fria. Ela convidou-me para entrar, sentamo-nos num sofazinho e ficamos conversando sobre a minha incompreensível situação.
O temporal não passava. Para piorar, a energia faltou, tudo ficou na escuridão, continuamos a jogar conversa fora. Eram mais de meia-noite quando decidi ir embora, mesmo com a chuva intensa. No alpendre do chalezinho inesperadamente ela me deu um beijo de despedida. Abracei-a em minha carência e raiva, e cheio de cuidados, disse-lhe:
- Você está na mesma situação que eu. Se achar que pode me dar e receber o carinho que nós dois precisamos, eu ficaria muito feliz.
Ela me olhou, surpresa.
- Vou ter que pensar. Nunca vi você com outros olhos que não fosse o marido dela. Nunca vi você como homem.
- Tudo bem... você tem o número do celular. Pense.
Dei-lhe outro beijo, agradeci e fui embora.
Três semanas se passaram e nenhum retorno. Achei que ela não conseguira me ver com outros olhos. Ou, talvez, eu não lhe interessasse como homem, pensei em meu baixo astral. Forcei-me a não pensar no assunto e minha solidão aumentou ainda mais, como se isso fosse possível. Acabei me mudando para outro bairro.
Num sábado à tardinha o telefone tocou, era ela.
- Pensei no assunto e resolvi aceitar – disse, para minha alegria. – Posso ir aí?
Eu não tinha carro, não podia pegá-la, restava aguardar. Cerca de quarenta minutos depois ela chegou. Eu havia dado uma rápida ajeitada na pequena casa, trocado os lençóis e tomado um banho. Fiquei esperando com ansiedade, confuso, sem saber ao certo o que aconteceria. De tanto em tanto olhava pela janela da sala, a rua continuava deserta.
E então ouvi as pedrinhas do estacionamento estalando sob seus passos. Abri a porta, Teresa entrou, colocou a bolsa sobre a mesa, voltou-se para mim e me abraçou, procurando meus lábios e enfiando a língua em minha boca. Uma maneira de quebrar logo o gelo, pensei. O que eu não sabia, ainda, era o quanto ela era fogosa na cama.
Pressionou seu corpo contra o meu, ajeitando a buceta contra meu pau enrijecido.
Sentamo-nos, conversamos um pouquinho e então ela se levantou.
- Gostaria de tomar um banho – pediu.
Deixei-a no banheiro e fui para o quarto onde me despi, esperando totalmente nu sob o lençol, o caralho enrijecido e latejante, fazia mais de quatro meses que eu não tinha sexo.
Escutei o registro do chuveiro sendo fechado, em pouco tempo a porta do banheiro sendo aberta. Então ela entrou no quarto, enrolada numa toalha, fechou a porta e se encaminhou para mim. No pequeno trajeto tirou a toalha, mostrando o corpo apetitoso. Coxas grossas, seios médios, a cintura ainda fina salientando os quadris largos, a buceta coberta por pêlos loiros e sedosos. Colocou a toalha na cabeceira da cama e se aninhou em meus braços, senti o calor agradável de seu corpo roliço contra o meu.
Nossos lábios se procuraram esfomeados, afaguei seu rosto com delicadeza, um mudo agradecimento por ter aceito. Desci lentamente a mão por seu pescoço até chegar num dos seios que envolvi amorosamente, o mamilo retesado entre meus dedos. Brinquei um pouco, procurando excitá-la ainda mais. Continuei a descer, palmilhando sua barriga, a depressão da cintura, a curva pronunciada do quadril, encontrei sua coxa arrepiada sob meu toque leve. Teresa suspirava e me beijava esfomeadamente.
Acariciei seu joelho e comecei o caminho de volta, mas desta vez pela parte interna da coxa. Fui subindo, subindo, até chegar ao vértice ambicionado, meus dedos se umedeceram em sua racha molhada, comecei a afagar seu grelinho sob os pêlos macios, fazendo Teresa arfar de prazer.
Sua mão continuava em meu ombro, como se inibida. Peguei-a e a levei para meu caralho latejante, Teresa prontamente o envolveu e começou lentos movimentos de vai e vem, levando-me à loucura. Não pude agüentar mais e coloquei meu corpo entre suas pernas. Ela prontamente as abriu bem e as dobrou, minha pica encontrou e se enfiou vagarosamente em sua buceta quente, encharcada e apertadinha.
Olhos fechados, um gemido de prazer escapou de seus lábios quando sentiu a cabeçorra forçando e abrindo caminho em suas entranhas. Comecei a me movimentar devagarinho sentindo o caralho ser pressionado e sugado por seu corpo que ondulava febrilmente sob o meu.
Meu peito roçava seus seios, minha pica ia e vinha alucinadamente em sua buceta, Teresa envolveu-me com as pernas e começou a arfar e gemer sob minhas estocadas. Eu tirava totalmente o cacete para voltar a enfiá-lo até o fundo, e isso a fazia se retorcer de volúpia e tesão.
Apesar do longo período que estivera sem sexo, para minha surpresa eu estava conseguindo me controlar e segurar muito além de minhas expectativas. Fiquei uns bons quinze minutos em cima dela, fodendo-a sem parar, até que seus gemidos se acentuaram e, aos gritos, ela gozou fortemente, seu corpo delicioso sendo sacudido por estremecimentos.
Meu vai e vem tornou-se mais lento, eu sentindo deliciado as contrações de sua buceta em minha pica. Então ela abriu os olhos, que para minha surpresa estavam cheios de lágrimas.
Seu corpo se imobilizou por algum tempo sob o meu, enquanto eu voltava a acelerar as estocadas em suas entranhas ferventes e molhadas. Teresa voltou a gemer baixinho, enquanto eu ia e vinha gostosamente nela. Mais uns dez minutos depois ela voltou a gozar, e mais uma vez seus olhos se encheram de lágrimas.
Fiquei em cima dela, metendo sem parar, por mais de uma hora. Nunca havia conseguido isso antes, e estava delicioso. Fiz Teresa gozar fortemente mais duas vezes em meu caralho, ela chorando todas as vezes que os orgasmos tomavam conta de seu corpo. Só então, pediu-me com voz estrangulada:
- Goze... não agüento mais... você me esgotou...
Beijei seus lábios com carinho.
- Está bem, vou gozar...
Acelerei fortemente as estocadas, o caralho ficou gigantesco em suas entranhas, Teresa começou a me pressionar com as pernas contra si, forçando-me para dentro dela. Eu oscilava meu corpo sobre o dela até com dificuldade, e finalmente senti a pica ficar maior ainda, dilatada, gigantesca, prenunciando a ejaculação que finalmente estava chegando. Ela pareceu percebê-lo:
- Goza... me meleca... me meleca... – suplicava.
E eu me esporrei todo naquela mulher deliciosa, o esperma em jorros quentes inundando sua buceta, diminuindo pouco a pouco até parar. Ainda fiquei uns momentos dentro dela, sentindo o pau amolecer enquanto suas contrações uterinas pressionavam espasmodicamente minha pica quando ela gozou uma última vez.
Tirei o caralho encharcado e pingando de suas entranhas, deitei-me e a puxei para meu ombro. Aquela mulher surpreendente olhou-me com carinho e inesperadamente cobriu meu rosto de beijos, agradecida pelo prazer que lhe havia dado.
- Você me esgotou... – repetiu. – Homem nenhum havia feito isso comigo antes.
- Que bom que você gostou. Você é uma mulher maravilhosa na cama. É muito gostosa, mete muito gostoso – parabenizei-a.
Ela sorriu, satisfeita.
- Dos homens que tive entre minhas pernas, você é o mais gostoso.
Beijei-a novamente, num agradecimento mudo. Não sabia se aquilo era verdadeiro ou apenas para me agradar, não importava, aquilo fez um bem danado para minha auto-estima.
Naquela noite ela não quis meter outra vez, estava realmente extenuada e relaxada, e ainda teria que caminhar até sua casa. Acompanhei-a até lá, fomos andando e conversando de braços dados sob a luz das estrelas, como dois namorados.
Mais dois finais de semana se passaram. Em cada um deles o telefone tocou, era ela:
- Fernando, gostaria de ir aí um pouco...
Aquilo tornou-se uma espécie de palavra-chave, um código entre nós, eu ficava de pau duro na hora. Ela vinha para minha cama e tudo se repetia como na primeira vez. As pedrinhas estalando sob seus passos, seus beijos carinhosos e esfomeados, eu na cama aguardando-a vir do chuveiro, seu corpo se desnudando ao se aproximar, suas coxas abertas em êxtase, seus gemidos e gritos de prazer, as lágrimas coroando seus orgasmos...
Numa noite de segunda-feira alguém bateu à minha porta, fui atender sem saber quem poderia ser. Não seria Teresa, pois ela não telefonara antes, como fazia. Estarrecido, senti o chão faltar aos meus pés. Minha ex, tremendo, bastante nervosa, estava inacreditavelmente diante de mim.
- Posso entrar?... – gaguejou.
Não consegui responder, apenas me afastei para que ela entrasse. Por força de hábito, e uma absurda esperança, tentei beijar pelo menos seu rosto, ela o afastou.
- Tudo bem? – perguntei.
Ela explodiu.
- Como está tudo bem se você tem uma amante?
Apesar de tudo, fervi de raiva na hora.
- Estamos separados, não tenho que lhe dar satisfações.
Ela tentou dar-me um tapa, segurei sua mão no ar.
- Estamos separados, não tenho que lhe dar satisfações – repeti.
Ela começou a chorar.
- Vou tirar satisfações com a Teresa.
Apontei a porta da rua.
- Pois vá. Não me diz respeito.
Ela se voltou para a porta. Num impulso coloquei a mão em seu ombro. E então, inesperadamente, ela se voltou para mim e se jogou em meus braços. Abraçou-me fortemente e desandou a chorar incontrolavelmente. Retribuí o abraço, beijei suas lágrimas, seus lábios que tremiam. O beijo começou terno, em pouco tempo explodiu na intensidade, enquanto ela pressionava seu corpo ao meu.
Não houve mais o que dizer. Ergui-a nos braços e levei-a para a cama, onde a despi. Tirei minhas roupas, sem a mínima preliminar coloquei-me entre suas pernas abertas e enfiei o caralho latejante naquela buceta que me fazia tanta falta.
Fodemos alucinadamente e até com violência, em poucos instantes ambos gozamos explosivamente. Aos poucos nos acalmamos, beijando-nos sem parar.
- Pensei que tinha perdido você para sempre – murmurou.
Afaguei amorosamente seu rosto que amo tanto.
- Você nunca irá me perder, princesa da minha vida.
Amamo-nos fisicamente mais uma vez, lentamente, literalmente saboreando um ao outro, apagando aqueles três meses que estivéramos separados, foi nossa reconciliação.
No dia seguinte ela retornou para outra cidade para buscar suas coisas e saldar uns compromissos de trabalho, mas não sem antes me contar como havia ficado sabendo:
- A Iolanda me telefonou, disse que viu vocês dois de mãos dadas na rua.
Iolanda havia sido nossa empregada. Nunca houvera nada entre nós, fervi de raiva, ela não tinha este direito. Mas, pelo menos, servira para nos reaproximar.
No outro dia fui à sua casa. Bati palmas, ela atendeu, empalidecendo quando me viu.
- Posso entrar? – perguntei.
Ela autorizou. Fechei a porta e a olhei firme.
- Por que, Iolanda?
Ela abaixou ainda mais os olhos, sem ter o que responder.
- Foi por vingança? – provoquei. – Por eu ter escolhido a Teresa ao invés de você?
Iolanda virou-me as costas, mas pude ver duas lágrimas assomando em seus olhos.
- Mas que droga... – murmurei, colocando as mãos em seus ombros. - Não lhe quero mal, Iolanda.
Sem se virar, sem coragem de me encarar, respondeu com voz sumida:
- Desculpe...
- Está desculpada. Só falta uma coisinha para que esqueçamos isso.
Soltei seus ombros, ela não se moveu. Desafivelei a cinta, baixei as calças, o caralho saltou rijo, esfomeado, vingativo. Num gesto rápido abaixei a calça e calcinha dela, debrucei-a sobre a mesa que estava defronte ela e enfiei sem dó o caralho em sua buceta, ao mesmo tempo que procurava e envolvia seus seios livres sob a camiseta.
Inclinei-me sobre ela, o caralho encontrara sua racha e ali se enfiara com dificuldade, pois sem preliminares e o inesperado dos acontecimentos Iolanda não estava lubrificada.
- Não quero... não quero... – protestou, sem convencimento nenhum.
Mas eu estava encharcado e queria, e o caralho se movimentou faminto, enorme, sequioso. Comecei a estocar com firmeza, ela aos poucos começou a ficar molhadinha e a corresponder aos movimentos, rebolando a bunda gostosa em minha pica. Gemendo, senti um forte orgasmo tomar conta de seu corpo, ao mesmo tempo em que eu esporrava profusamente, enfiando-me profundamente dentro dela.
Tirei o caralho pingando de sua buceta e vesti-me.
- Agora você sabe o que perdeu – disse-lhe, numa vingança mesquinha. – Nunca mais você vai ter isso de novo.