Minha primeira vez
Minha primeira vez
Inesquecível, especial, marcante, incomum. A nossa primeira vez, a minha primeira vez. Jamais esquecerei cada momento, cada detalhe, cada sensação, cada descoberta.
Vinte e três de dezembro de mil novecentos e setenta. Você me convidara para ir ao Rio, onde passaríamos a última semana do ano juntos, não hesitei um único segundo para aceitar.
Mesmo com todo tesão e desejo que sempre senti por você, recusei-me a pensar, uma única vez que fosse, que estaríamos juntos no mesmo quarto, na mesma cama. Não sei como, inconcebivelmente, consegui não pensar no que poderia acontecer entre nós, bloqueei deliberadamente minha mente, impedindo-a de pensar.
Na longa viagem até o Rio, depois de nos beijarmos muito, você reclinada em meus braços, não trocamos uma única palavra a respeito. Acabamos dormindo, só acordando quando o ônibus da Única chegou na rodoviária, naquela madrugada.
Pegamos um táxi até a Praça XV, a lenta travessia de barca até Niterói, outro taxi até a praia do Saco de São Francisco. Quando finalmente chegamos defronte ao Lido Hotel, eu de certa forma estava em choque, querendo recuar e não podendo e nem me permitindo fazê-lo, simplesmente era tarde demais.
Ao toque da campainha o gerente nos recebeu. Face o adiantado da hora, e pelo fato de você já ser conhecida, leva-nos direto para nosso quarto reservado, o terceiro do lado direito do corredor. Na porta, como se fosse uma plaquinha em papel colado: “Reservado para Maria Aparecida e esposo”.
Como se mergulhado num torpor, vejo a porta sendo aberta para nós. Naquelas noites calorentas de verão o ventilador não funciona, o que faz o gerente rapidamente nos conduzir para outro quarto, este no final do corredor, o último à esquerda.
Enfim sós. Eu, você e uma paralisante sensação de entorpecimento, de irrealidade. Colocamos as malas sobre uma mesinha, você senta-se no lado esquerdo da cama de casal, perguntando delicadamente se eu tenho preferência por algum lado.
Minha voz estrangulada responde que não. Você não sabe que eu jamais havia deitado com uma mulher antes. Pego a calça do pijama e vou para o banheiro me trocar, o coração batendo forte e descompassado, meu momento temido chegou. Forço-me a respirar fundo e a abrir aquela porta, e então a visão deslumbrante com que me deparo me paralisa.
Você está sentada na cama, trajando uma minúscula camisolinha azul escura, as coxas grossas e incrivelmente bem torneadas à mostra, os seios ressaltados pelo tecido fino esticado. Por alguns segundos você evita me olhar, olhos baixos, como se temendo uma reação minha que, por certo, não sabia precisar.Como um sonâmbulo coloco minhas roupas sobre a mala e, sem tirar meus olhos deslumbrados de você, com passos trôpegos forço-me a andar até a cama, parece-me que não sou eu que estou ali. Confuso, a mente em sobressaltos incontroláveis, deito-me a seu lado, você apaga a luz do abajur e deita-se em meu ombro. Seus lábios procuram e encontram os meus, abraça-me e, simplesmente, o mundo deixa de girar para mim, desvanecendo todos os meus temores, todas as minhas incertezas e dúvidas.
Embevecido e maravilhado, afago seu rosto lindo com todo o carinho que sou capaz, aquela mãos aos poucos sendo reconhecida por mim como sendo a minha. Sinto agradavelmente o calor de seu corpo junto ao meu, nossos lábios se esmagam num beijo interminável e esfomeado, acaricio suas costas suavemente, minha mão se desloca vagarosamente, encontra e envolve amorosamente seu seio por sobre o tecido fino da camisolinha, o mamilo retesado entre meus dedos que o afagam delicadamente.
Sua mão permanece em meu peito, nossos lábios não se desprendem, minha mão ergue um pouco a camisolinha e se insere sob ela em busca de seu seio que volto a envolver amorosamente, desta vez diretamente.
A necessidade insuportável de explorar, acariciar e conhecer seu corpo todo pela primeira vez faz minha mão se movimentar outra vez. Deslizo-a lentamente pela lateral de seu corpo, sentindo a pele suave, quente e levemente arrepiada, minha mão desce vagarosamente acompanhando o afunilamento de seu torso em direção à cintura fina, começa a se elevar no arredondado generoso de seu quadril.
Sinto como se um choque inesperado transpassasse meu corpo quando minha mão, que não havia subido o suficiente, não encontra a lateral de sua calcinha, por um momento chego a pensar que você está nua sob a camisolinha. Minha mão solta seu corpo, vou diretamente para seu joelho, afago-o docemente e faço o caminho inverso, palmilhando levemente sua coxa que se arrepia sob meu toque.
Encontro a lateral de sua minúscula calcinha, detenho-me ali por alguns segundos, nossos lábios continuam a se beijar apaixonadamente, os seus dizendo-me que sou bem-vindo, que não estou fazendo nada errado, nada que a desrespeite, nada que você não queira.
E então, pela primeira vez, desço a mão para o centro de seu corpo, sinto-a conter e envolver suavemente o ressalto de sua buceta, sinto os pêlos macios sob o tecido tão fino. Lentamente, muito lentamente, na antecipação da descoberta, meus dedos em pouco se inserem entre sua calcinha e seu corpo, sinto maravilhado seus pêlos macios diretamente em meus dedos, umedecidos por um calor que desconheço.
Só então sua mão desce de meu peito, procura e encontra o cordão do meu pijama e o desata. Afasta-se de mim e rapidamente tira a camisolinha e a calcinha, ficando totalmente nua a meu lado, enquanto desço a calça do pijama e também a jogo ao chão.
Nossos corpos voltam a se abraçar, nossos lábios se unem em nossos beijos intermináveis, minha mão volta agora livremente a afagar sua buceta, deparo-me com a racha tão molhada em meus dedos que a percorrem vagarosamente, sua mão volta para onde estava em meu peito, você não explora meu corpo.
Sinto, enternecido e com desejo, minha mão se aprofundar entre suas coxas, sinto as descontrações que as entreabrem pouco a pouco, até que um “- Vem” pleno de desejo e urgência escapa de seus lábios que amo tanto.
Soergo-me a seu lado, suas pernas se abrem de vez, coloco-me decidido e ansioso entre elas. Por um rápido momento olho com desejo, volúpia e admiração seu corpo tão lindo que quero e preciso tanto. Debruço-me vagarosamente entre seus braços estendidos, vejo você pela primeira vez inteiramente nua, à espera de meus carinhos, do prazer que lhe possa dar.
Vejo com desejo e admiração seus pequenos pés, os tornozelos fortes de suas pernas grossas, os joelhos generosos que me alucinam, suas coxas grossas se encontrando em quadris amplos e arredondados sob a cintura fina, os pêlos escuros e molhados por suas secreções onde a racha está entreaberta à minha espera. Meu corpo avança sobre o seu, vejo sua barriga, os seios túrgidos, os mamilos intumescidos pelo desejo, seu rosto que amo tanto, olhos fechados naquela antecipação, um sorriso feliz arqueando seus lábios polpudos que gosto tanto de beijar.
E então, pela primeira vez, você sente a cabeçorra latejante de meu pau tremendamente enrijecido roçar seu corpo onde você é mais mulher e, por si só, encontrar nosso caminho da felicidade.
Pela primeira vez você sente minha cabeçorra tocar e se inserir levemente em sua racha esfomeada. Pela primeira vez você sente meu caralho grande e grosso que tenho para você se enfiar devagarinho e preencher sua buceta que ânsia por minha pica. Sem saber que é a minha maravilhosa e inesquecível primeira vez, a primeira que sinto uma mulher em meu pau, a mulher que amo e que se torna e torno única em minha vida.
Pela primeira vez sinto o caralho enorme penetrar e se alojar em sua buceta, preenchendo-a até o fundo, sinto você surpresa e incrédula com o que está sentindo dentro de você, só sabendo agora que eu tenho o caralho enorme que você gosta e precisa para acalmar um pouco que seja o fogo permanente que arde em suas entranhas, sua fome de homem entre suas pernas perfeitas.
Deito-me levemente sobre seus seios, você me abraça e nos beijamos com paixão e volúpia. Começo lentos movimentos de vai-e-vem em sua buceta, saboreando cada milímetro daquela abertura tão quente, molhada, escorregadia e apertadinha. Você sente meu caralho distendendo e arregaçando gulosamente seu corpo, sua respiração fica entrecortada pelo meu ir e vir em você, que está imóvel sob mim.
Você me abraça com mais força ainda, e com voz estrangulada, pergunta baixinho, cheia de cuidados incompreensíveis e inesperados para mim: “ – E se eu gozar?”.
Por um rápido instante meu caralho, que está gigantesco, se imobiliza dentro de você. Sem nem mesmo aquilatar o alcance ou motivo de sua pergunta para mim absurda, respondo com todo o carinho e sinceridade do mundo: “ – Mas, É para você gozar...”.
Você então, pela primeira vez, parece explodir sob mim. Um gemido de plena felicidade escapa de seus lábios entreabertos, você começa a se movimentar sob mim até com selvageria, imensamente fogosa, exigente, deliciando-se livremente com meu caralho enorme que vai e vem em movimentos desencontrados em sua buceta que me alucina.
E então, para sua incompreensível surpresa, você me sente parar, tirar o cacete latejante e inchado de sua buceta faminta por pica e, incrédula, escuta minha voz vacilante dizer “ – Preciso de uma camisinha...”.
Você tenta me demover, mas estou irredutível. Sem nem mesmo saber como o estava conseguindo, dou-lhe um rápido beijo, saio da cama e me visto, vou à procura de uma farmácia que, naquela madrugada maravilhosa, só encontro a três quadras do hotel.
Compro um pacotinho e volto com ansiedade, temeroso com o que posa acontecer, repito a mim mesmo inúmeras vezes que estou fazendo o que é preciso, o que é certo.
Volto rapidamente para o quarto, tranco a porta, você felizmente, para minha felicidade e alívio, continua nua a me esperar naquela cama.Tiro a roupa febrilmente e me deito a seu lado, seus braços me envolvem num abraço pleno de boas vindas, e nossos lábios se procuram com ansiedade.
Coloco-me ajoelhado outra vez entre suas pernas que cobiço tanto e que tanta tesão me provocam. Rasgo o envelope, coloco com dificuldade a camisinha tão apertada em meu pau que está enorme, inchado, grosso, latejando de vontade de você.
Você fica olhando eu colocá-la, admirando o tamanho e a envergadura de meu caralho que você quer tanto. A fina borracha comprime e estrangula aquela cabeçorra, consigo desenrolá-la ao longo de meu pau que ânsia por você. Debruço-me, deito-me outra vez sobre seus seios, seus braços e lábios me acolhem com amor, o caralho procura e encontra sua buceta que me engole com sofreguidão e paixão.
Suas pernas me envolvem e me forçam contra si, voltamos a nos movimentar com volúpia, em delírio o caralho que sinto gigantesco em sua buceta apertadinha vai e vem em estocadas ritmadas que fazem você gemer e se retorcer de prazer. Aos poucos, pela primeira vez, sinto seus gemidos se intensificarem até se transformarem em um grito de extremo prazer e felicidade quando sinto em meu pau, pela primeira vez, sua buceta estremecer num forte orgasmo, desconhecido por mim, mas tão esperado,
Não posso parar de me movimentar e nem consigo diminuir meu ritmo dentro de sua buceta que se contrai vezes sem conta em meu caralho. Então, maravilhado, pela primeira vez eu ejaculo dentro de você, esporro profusamente dentro de você, inundando a camisinha que tanto me tira a sensibilidade e me separa de você.
Beijo-a apaixonadamente. Você, sem o saber, acaba de me transformar de menino em homem, o seu homem, seu homem apaixonado por toda a vida.
Tiro o pau ainda enrijecido de sua buceta e deito-me a seu lado, você vem para meu ombro, beijamo-nos amorosamente, agradecidos um pelo outro.
“ – Você é competente.” – tem, a generosidade de me dizer. Incrédulo, maravilhado e deslumbrado, seguro um riso nervoso, você não sabe que é a minha primeira vez, que você é a maravilhosa primeira mulher em minha vida. E não sabe – como eu também não o sabia naquele momento – que acabara de se tornar a mulher da minha vida, a primeira que amei e amo verdadeiramente, completamente, sem volta.
Vou ao banheiro me lavar, olho com incredulidade o esperma contido pela camisinha, assegurando-me que real e finalmente aconteceu, de verdade. Deito-me depois à sua espera, você volta logo e se aninha em meus braços. Nus e cansados, adormecemos em paz.
Por volta das 14:00 horas acordo primeiro, você ressona suavemente a meu lado, olho embevecido e com imensa ternura seu rosto adormecido e tão lindo. Sem barulho, para não acordá-la, vou ao banheiro. Quando volto, imobilizo-me aos pés da cama, olhando amorosamente seu corpo nu. Você está dormindo de bruços, vejo com desejo pela primeira vez suas pernas, a bunda volumosa e empinada, um seio que oscila docemente com sua respiração tão calma. Seu rosto lindo está emoldurado por uma expressão de tranqüila felicidade, a felicidade que eu não me sabia capaz de lhe dar, a felicidade que também sinto e que me faz sentir a inebriante sensação de só nós dois existirmos no mundo, só nós, mais ninguém.
A visão de seu corpo tentador me deixa de pau duro na hora, ereto, enorme, latejando e ansiando por você. Deito-me com cuidado a seu lado, abraço-a com suavidade, beijo com doce ternura seus lábios, você desperta aos poucos e seu olhos brilham de contentamento por me verem a seu lado.
Vira-se amorosamente para mim, aconchegando seu corpo quente ao meu, sinto seus seios contra meu peito, ao mesmo tempo que o caralho lateja e quer se enfiar em você. Sua mão, pela primeira vez, o envolve delicadamente, e me extasia com lentos movimentos de vai e vem, a primeira vez que uma mulher assim me acaricia e provoca.
Minha mão percorre seu corpo incansavelmente, você abre suas pernas deliciosas, puxa-me alucinadamente para cima de você. Atendo-a por alguns momentos, sentindo=me deliciosamente contido por suas coxas, os seios arfando contra mim, nossos lábios se retorcendo e entrelaçando em beijos plenos de paixão e desejo.
Com muito contragosto afasto-me outra vez, pego outra camisinha, coloco-a febrilmente enquanto você olha e me aguarda impaciente. Posiciono-me entre suas pernas e o caralho penetra profundamente em você, indo e vindo. Você se solta, confiante, experiente, fogosa, movimentando-se com volúpia em meu pau enrijecido e enorme dentro de você. Até que um orgasmo avassalador estremece seu corpo insaciável e eu, mais uma vez, ejaculo forte naquela camisinha.
Pelo adiantado da hora saímos para um lanche, bolinhos de camarão. Voltamos ao hotel, trocamo-nos e vamos à praia, você num exíguo e diminuto biquíni, duas argolas mostrando as laterais de seu corpo que tanto quero. Vejo que outros homens olham para você e declaradamente cobiçam seu corpo, orgulho-me por ser eu quem está a seu lado, ficamos lá por uma hora, vejo emocionado e enternecido você feliz a meu lado, imensa e totalmente feliz, reconheço que sou a causa disso e, pela primeira vez na vida, sinto-me realmente feliz, recompensado, muito recompensado.
Vamos para a água onde brincamos um com o outro, nos abraçamos, nos beijamos, sentindo ambos aquela alegria e felicidade de nos termos encontrado, de estarmos juntos, de sermos um do outro.
Retornamos ao hotel e saímos de mãos dadas, como dois enamorados que realmente somos, para outro lanche, nossa fome maior é a que sentimos um pelo outro. De volta para nosso quarto, em nossa cama, nosso ninho de amor, nossos corpos nus se procuram e se enlaçam. Tornamos a nos beijar infinitas vezes, a nos acariciar por alguns minutos, mas a urgência de nosso desejo é maior, muito maior, incontrolável, insuportável.
Meu caralho está gigantesco em sua mão, a minha em seu seio e na buceta tão encharcada que verte mel, um líquido escorregadio e denunciante de sua tesão e vontade de me sentir dentro de você outra vez.
Mais uma vez pego uma camisinha. Você me impede, sua mão segura ternamente a minha. Um beijo apaixonado e você murmura: “ – Não quero... quero sem camisinha... quero sentir você inteirinho dentro de mim...”.
Reluto, argumento em vão, mas me dou por vencido, nem eu mesmo quero usá-la. O caralho desponta ereto, grande, grosso, duro, louco de vontade de você. Coloco-me entre suas pernas abertas em êxtase, reclino-me sobre seus seios, nossos lábios se encontram em nosso abraço tão cálido, a cabeçorra de meu pau encosta em sua racha quente e molhada e se enfia, abrindo caminho vagarosamente dentro de você.
Sentindo como eu a envergadura e tamanho do caralho que vai e vem deliciosamente comprimido em sua buceta, você se movimenta com fúria sob mim, meu corpo ondula sobre o seu, infatigável. Sinto indescritivelmente o cacete impregnado pelo calor fervente de sua buceta que me suga com volúpia. Ouço com intenso prazer sua respiração entrecortada pelos gemidos que pouco a pouco aumentam de intensidade e freqüência até que se transformam em gritos de prazer, você goza deliciosamente, um orgasmo de grande intensidade estremece seu corpo suado sob o meu, o caralho sendo engolido e sugado por suas entranhas em brasa.
E então, peça primeira vez diretamente, eu gozo, ejaculo profusamente, inundando sua buceta com meu jorro quente, denso e interminável, sinto seu útero sorver gostosamente toda a minha forte esporrada.
Você se aquieta pouco a pouco, fico sentindo as contrações contínuas de sua buceta em meu pau, beijo você com imensa ternura, e então quedo-me preocupado, arrependido.
Você conversa comigo suavemente, o caralho ainda enfiado em seu corpo que eu gosto tanto, diz para não me preocupar, que não há motivos para preocupações, me acalma e tranqüiliza, entrego-me totalmente vencido a seu imenso amor e desejo.
Nos dias que se seguem não uso mais camisinha. Metemos alucinadamente, sem descanso. Estando no hotel, onde ficávamos a maior parte do tempo, estamos em nossa cama nos amando, metendo, nos comendo, proporcionando todo o prazer do mundo um para o outro, o prazer que verdadeiramente era e é de corpo e alma, plena expressão de nosso amor, tesão e carinho um pelo outro.
Aquela semana passou rápida demais, não conseguiu diminuir, atenuar, acalmar ou arrefecer nossa vontade e tesão. Malas prontas, no último instante, tiramos esfomeadamente nossas roupas e nos amamos de corpo e alma mais uma vez.
Vamos uma última vez na praia, você senta-se na calçada, a calça jeans, a blusa enxadrezada amarrada na cintura, os óculos escuros no alto da cabeça, as mãos enlaçando os joelhos, um sorriso feliz, imensamente feliz em seus lábios arqueados, a intensa luminosidade de seu amor por mim irradiando e emoldurando seus olhos que me fitam com amor e embevecimento. Como essa fotografia sua que se perdeu na vida me faz falta...
Mãos dadas, abraçados, felizes, fomos para a rodoviária. Você segue aninhada em meus braços, abraços e beijos durante a viagem de volta. Na parada em Resende descemos, você brinca como uma criança feliz na balança do parquinho. Tomamos um lanche rápido e, quando volta do banheiro, com um sorriso cúmplice me confidencia que só agora meu esperma havia descido de seu útero, e que estava se sentindo maravilhosamente bem e infinitamente feliz. Um pouquinho de mim que você havia retido em seu corpo maravilhoso, todo o meu restante em seu coração, alma e sentimentos.
Deixo-a em São Paulo e vou para Araraquara, oscilando num turbilhão de lembranças felizes e a tristeza da separação. Não importa que a vida nos separou por dez anos logo depois, pois nos reencontramos para todo o sempre, em nosso imenso e tão raro amor não poderia ser diferente, de outra forma, de outra maneira.
Até hoje, quarenta anos depois, meu desejo e amor por você são os mesmos, e todas as vezes que eu me coloco entre suas pernas, que sinto você gozando explosiva e intensamente em meu pau, você me transporta para aquela maravilhosa e inesquecível semana em que me transformou de menino em homem, o seu homem que a ama tanto.
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