anjos inocentes 37
—más filho, assim eu vou me atrasar, tenho que acompanhar um cliente importante na audiência, deixa para nós ir amanhã.
—há pai, por favor vai, é rapidinho.
—más você é teimoso em Gustavo, além de fazer eu gastar quase dois mil reais nisso ainda fica me enchendo o saco.
—deixa que eu levo ele pai, eu também tenho que passar lá na loja para ver se o meu vestido esta pronto – disse a minha irmã.
—obrigado maninha – eu disse e me agarrei no pescoço dela.
—há ..me solta seu fedelho, você esta amassando toda a minha roupa – ela disse me dando um chega pra lá.
—vamos, vamos , vamos – eu disse a puxando pelo braço de tamanha era a minha ansiedade para buscar as …………….
—fala ai maninho, o que você comprou? – minha irmã me perguntou enquanto dirigia.
—então, na verdade são quatro ………………..uma é pra mim as outras eu vou dar para o Guilherme, o Thiago e o Júlio.
—que legal maninho, eles vão adorar.
Assim que chegamos lá no joalheiro, elas estavam prontas, ficaram perfeitas do jeito que eu queria que ficassem, eles ia adorar, tenho certeza, e como amanhã era folga do Thiago e do Júlio ia dar tudo certo para entregar os presentes a eles, eu estava ansioso para chegar o momento, contava as horas os minutos….
—oi meu Guizinho, minha fofura – eu disse a ele ao me receber em sua casa.
—oi meu anjinho – ele disse e me beijou – o que é isso em sua mão?
—é surpresa.
—surpresa!
—sim, é um presente que comprei para você, para o Júlio e o Thiago, e um pra mim também.
—então me mostra.
—calma, vamos esperar eles chegarem.
—então não vamos mais precisar esperar, olha eles chegando ai.
—e ai meus amigos – eles nos cumprimentaram.
—e ai Guilherme, você fez o bolo?
—bolo? – eu perguntei.
—sim né, eles não estavam querendo vim, ai eu inventei essa desculpa.
—aff ..insistiu tanto para nós vim comer e mentiu, vamos voltar meu Thiaguinho, hoje é nossa folga e não quero perder tempo.
—calma amigos, se vocês quiserem eu faço, más agora o Gustavo tem algo a nos dizer.
—o que? – Thiago perguntou.
—eu comprei um presente para cada um de nós.
—presente? Júlio perguntou.
—sim, vocês vão gostar.
—então mostra logo – Thiago disse curioso.
Levantei aquela pequena caixinha que segurava em minha mão, eles fizeram uma rodinha em volta de mim, todos curiosos, fui abrindo e tinha quatro correntinhas de prata com um pingente escrito o nome deles em cada uma delas, eu comprei com muito amor, significava muito para mim.
—caramba Gustavo, são lindas – Guilherme falou.
—sim, eu mandei fazer sob encomenda, essa é pra mim, essa é pra você Guilherme, essa é pra você Júlio, e essa é pra você Thiago.
—meu deus Gustavo, isso parece ser prata – disse o Júlio.
—e são, são de prata pura, e não custaram baratas, cuidem bem delas.
—Gustavo, você não devia gastar tanto dinheiro assim – Guilherme disse.
—é Gustavo, isso pelo jeito custou muito dinheiro mesmo, só a sua amizade vale muito mais do que tudo isso – disse o Thiago.
—sim, e eu sou imensamente grato por suas amizades, vocês mudaram a minha vida de uma maneira que palavras não podem descrever, esse presente é de coração, elas são idênticas e representa o nosso amor um pelos outros, principalmente você meu Guizinho, meu amor da minha vida.
—eu é que te agradeço por ter você em minha vida Gustavo – Guilherme disse – eu sempre vou te amar independente de qualquer coisa, muito obrigado – ele disse e colocou a correntinha, assim como o Júlio e o Thiago, eu também coloquei a minha.
—que massa, muito obrigado Gustavo – disse o Júlio.
—muito legal, bela atitude de sua parte, eu amei demais meu anjinho – Guilherme disse e me deu um selinho.
—Gustavo, você é foda cara, eu adorei, são muito bonitas – disse o Thiago.
—é isso ai amigos, esse é o meu presente a vocês, elas representa o elo inquebrável entre nós, amigos para sempre.
—então vamos lá meu amigos, esse mereceu o nosso grito de guerra – disse o Júlio feliz assim como todos nós.
Juntamos as nossas mãos um por cima da outra e as levantamos bem alto e rápido, e juntos gritamos ao mesmo tempo …UM POR TODOS E TODOS POR UM.
≠≠≠≠
—oi senhor Valter – eu o cumprimentei quando ele chegou com minha mãe em casa depois que saíram do trabalho.
—há que isso Guilherme, quantas vezes eu já disse que você pode me chamar só de Valter, em breve seremos uma família, agora eu vou ser como se fosse seu pai.
—desculpa senh …quer dizer …Valter, más eu só tenho um pai, e deus o levou.
—GUILHERME! Isso é jeito de falar? – minha mãe disse brava.
—deixa o menino rose, afinal ele esta certo, olha Guilherme, eu não estou tentando tirar o lugar do seu pai, longe disto, me perdoe se eu me expressei mal.
—tudo bem Valter, acho que fui grosseiro, sou eu que peço desculpas.
—não tem problema Guilherme, agora vem aqui para te dar um abraço – ele disse e me abraçou num abraço caloroso como se realmente fosse meu pai mesmo, eu me sentia seguro, ele é um bom homem, eu sentia isso no meu coração.
—filho, temos uma noticia para te dar – disse a minha mãe.
—que noticia?
—eu e o Valter vamos morar juntos.
—hã?! …serio? – eu perguntei espantado e surpreso.
—sim Guilherme, tem algum problema para você? – Valter disse.
—más vamos ter que nos mudar daqui?
—nós só vamos nos mudar por algun……………
—NÃO …ISSO NÃO, NÃO QUERO ME MUDAR DO MEU BAIRRO, POR FAVOR MÃE, NÃO ME DEIXE FICAR LONGE DO MEU GUSTAVO…………….
—calma filho, calma ..o que nós queremos te dizer é que vamos nos mudar só por alguns dias, pois o Valter disse que quer fazer uma reforma aqui na nossa casa, ele também vai aumenta-la mais.
—é Guilherme, são só por alguns dias, vocês vão ficar no meu pequeno apartamento até a reforma ficar pronta, é apertado lá más a gente se vira, quando terminar nós voltamos, vamos morar todos aqui juntos.
—más e o Gustavo? não quero me afastar dele nesse tempo.
—más filho! Vocês já não se veem na escola?
—não é a mesma coisa.
—eu dou um jeito nisso rose, podem ficar tranquilos .
—olha Guilherme, vai ser me……………………………….
—o que foi rose? Esta passando mal? – Valter perguntou ao ver a minha mãe parando de falar e colocando a mão na boca.
—não Valter, foi só um pequeno enjoo.
—quando começou?
—há alguns dias, às vezes vem mais forte, às vezes mais fraco, más esta tudo bem, logo passa.
—HÁ MEU DEUS …ESSA É UMA GRANDE NOTICIA …já até sei o que é – Valter disse com um enorme sorriso no rosto de orelha a orelha, eu fiquei confuso e preocupado.
—MINHA NOSSA AMOR! …não pode ser …será? – minha mãe perguntou espantada com seus olhos arregalados.
—tenho cem por cento de certeza – ele disse e deu um beijão na minha mãe todo feliz, credo, eu achei nojento kkkk.
—o que é Valter? Minha mãe esta doente?
—não Guilherme – Valter disse e riu – sua mãe esta g………………
—NÃÃÃOOOO – gritou a minha mãe.
—o que foi rose?
—só quero contar pra ele quando tiver certeza.
—contar o que? É algo grave com minha mãe Valter?
—não filho, a mamãe não esta doente, pode ficar tranquilo, agora vai tomar seu banhinho, eu vou fazer a janta para nós enquanto isso – minha mãe disse não deixando o Valter falar.
Fiquei meio surpreso em eles falarem que ia morar juntos, más lá no fundo eu já sabia que isto iria acontecer um dia, fui tomar o meu banho mais confuso do que nunca com esta conversa deles, eu hein …não sei pra que tanto mistério, más pelo menos fiquei tranquilo em saber que estava tudo bem com ela.
≠≠≠≠
—Guilherme, você já fez isso antes? – eu perguntei ao velo se atrapalhando todo pegando os ingredientes e jogando dentro do liquidificador.
—eu não, e vocês já?
—não – todos respondemos.
—hahaha …vamos ver se sai esse bolo – Gustavo disse tirando sarro dele.
—vamos procurar na internet, deve ter alguma receita – disse o Júlio.
—não precisa – disse o Guilherme – é só jogar os ovos aqui dentro, açúcar, leite, fermento e a farinha de trigo, bater e por para assar, ai vira bolo.
—sei não, ainda acho que não é uma boa ideia – eu disse.
—relaxa Thiago, vai dar tudo certo, vocês vão gostar do meu bolo, os ingredientes já estão todos aqui dentro, vou ligar o liquidificador – ele disse e foi ligando.
—GUILHERMEEEEEEE ….VOCE ESQUECEU DE TAMP….. – gritou o Gustavo, más já era tarde, a cozinha virou uma bagunça, estávamos todos coberto de ovos, leite e farinha de trigo parecendo todos palhaços.
—há meu deus …minha mãe vai me matar.
—fica calmo Guilherme, sua mãe esta trabalhando, ela ainda vai demorar, a gente limpa tudo a tempo.
—o pior que ela não foi trabalhar hoje, ela disse que ia fazer uns exames, acho que daqui a pouco ela já vai chegar.
—e o que ela tem? – perguntou o Júlio todo sujo também.
—não é nada de grave, mas vamos limpar isso logo antes que ela chegue.
—o meu Guizinho, sua cara esta toda suja, feche os olhos, vou limpar para você.
Assim que o Guilherme fechou os olhos o Gustavo olhou para nós e piscou rindo, ele encheu a mão de farinha de trigo que estava no pacote e assoprou no rosto do Guilherme a deixando toda branca de farinha de trigo.
—GUSTAVO! POR QUE VOCE FEZ ISTO? – Guilherme disse limpando a cara.
—hahaha …foi engraçado.
—há …agora você vai ver – Guilherme disse e encheu a mão de farinha, quando ele foi jogar no Gustavo ele se abaixou e acertou em mim.
—há não …isso não vai ficar assim – eu disse e também enchi a mão de farinha e joguei neles.
—é guerra.
O Júlio disse e entrou na brincadeira jogando farinha em todos nós também, só se via a poeira branca ao ar, a cozinha estava uma verdadeira bagunça, nem queria estar na pele do Guilherme quando sua mãe chegasse, más ali o momento era nosso, a gente se divertia e dava rizadas, o sorriso estampado na cara de cada um mostrava o quão forte era a nossa amizade e o nosso amor um pelo outro, a alegria era contagiante …a alegria de quatro anjos inocentes.
Meus amigos leitores, deixo aqui o meu grande agradecimento a cada um de vocês que acompanharam esta historia, esse é o fim desta aventura más o começo de novas que virão por ai …um grande abraço a todos vocês do seu amigo e escritor …Paulo Cesar fã boy.
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