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CYBERLUV 2

📅 Publicado em: 20/09/2024 16:10

👤 Autor: y01

🏷️ Tags: #Zoofilia
2

No sonho era o deserto da Fossa das Marianas.

Antes da revolução.

Quantos anos desse aquilo? Cem? Não, duzentos.

Acordei suado, a cidade cinza abaixo.

Com a luzes diminuindo de intensidade.

Os prédios eram colossais, mas estavam vazios, abandonados.

Era o Distrito do Pó. Tinha esse nome por dois motivos, o primeiro e mais óbvio, porque sem limpeza os ambientes juntava poeira que soprava de fora da cidade.

O segundo motivo era o tráfico.

Abaixo, estrangeiros eram como formigas. Tendas e casebres se confundiam em muitas cores e formas pelas ruas. Muitos dos prédios antigos estavam ocupados. E eles tinham a própria língua, algo entre português, espanhol, e uma língua dos povos do Deserto Negro, do leste, que chamavam sal.

Devido ao colapso da natureza, isso oitocentos anos antes, era impossível viver em pequenas cidades.

O oxigênio de qualidade advinha de sistemas de dutos, e era como água e energia, você pagava ou cortavam. O que resultou na criação de cidades com milhões de habitantes.

O fluxo de migrações aumentava ano a ano, e a dificuldade de respirar fora das cidades também. Em muitos pontos do planeta já não existia oxigênio se não em ambientes controlados.

As torres, espaçadas e espalhadas por toda a cidade, jogavam oxigênio sem filtragem pelas ruas das metrópoles, eram como monumentos, obeliscos com quilômetros de altura entre os prédios.

Mesmo ali, na área abandonada, ainda funcionavam.

O prédio da reunião era todo negro, coberto de areia cinzenta, que antes fez parte do fundo oceânico.

Lá funcionava um comércio que eu apreciava.

Era um clube com strippers, e também um lugar onde se podia usar qualquer droga com as putas. Além disso ainda filmavam pornôs em alguns ambientes.

Estacionei num andar no centro do edifício. A grande câmara recebeu meu veículo, que após sair enviei para fora, para plantar nas cercanias.

Não confiava em ninguém do lugar, apesar de o frequentar desse que mudei para essa cidade.

Desci as escadarias.

Não tinha energia elétrica em todos os andares.

O som da música alta me guiou até uma fila no terceiro andar.

Apenas homens na fila.

Segui, e analisei no visor em meu olho esquerdo, cento e treze homens. Alguns batiam punheta, nos corredores e escadarias mesmo.

Na ampla sala tinha uma câmera, um diretor e uma atriz.

A atriz era uma loira. Mais velha, mas com cirurgias. Os peitos eram enormes, sendo seguros enquanto ela seduzia a câmera. Ao redor dela os homens batiam punheta.

Na frente da atriz, uma taça enorme, alguns homens gozavam na taça. E depois eles passaram, um a um, a se aproximar da mulher. Eles gozavam na boca dela, e na cara.

Era um show e tanto.

O diretor me viu e me ordenou:

— Pro fim da fila!

— Estou procurando meu contato. Miguel. — era o que dizia na mensagem.

O diretor não pareceu conhecer. E os outros tão pouco.

Um dos seguranças se aproximou, e apontou para outra sala.

Estava curioso pelo fim do filme, mas segui, vendo a mulher chupando as rolas gozadas e os caras saindo pelo lugar que entraram.

A taça estava se enchendo rapidamente.

Na sala ao lado, o segurança, alto e forte, um moreno com uma submetralhadora nas mãos, apontou para o bar além de um salão. Lá eu vi o homem.

Ele era mais velho, cansado. Alguém que não se importava com cirurgias ou implantes. Parecia mais pobre que o comum.

— Miguel?

Ele fez que sim com a cabeça.

O olhar preocupado denunciava problemas.

— Sou o Jó. Me conte. Qual é o caso?

— É um dos homens do chefe. — o barman assegurou. E não era mentira. Tinha feito alguns trabalhos para Edgar, o dono desse estabelecimento.

— É um desaparecimento. — Miguel começou. Ele bebia uísque, o que também aceitei num copo ofertado pelo barman. — Minha filha.

Era um homem simples.

De poucas palavras.

Precisa conseguir mais que isso:

— Quando aconteceu?

— Não sei. Ela saiu na sexta. Descobri hoje que não foi onde disse que iria. Você sabe, não posso ir à polícia, tenho meus problemas. E trabalho aqui, como segurança.

O lugar era ilegal. E não se chega a segurança de traficantes com uma ficha limpa.

De certa forma meu trabalho era o trabalho da polícia, porém, para aqueles que não podiam procurar um sistema legalizado.

— Preciso do nome dela. De uma foto. E das redes sociais. Eu vou encontrar sua menina

— Precisa de mais alguma coisa? — ele me oferece a foto pelo smartphone, e depois procurou alguma rede social, mas não teve sucesso:

— Não consigo achar o site dela. — ele tremia ao falar. Estava bem nervoso. Era mais rápido eu mesmo avaliar.

— Tudo bem, já encontrei. — eu procurava com a mente conectada no ciberespaço, que funcionava como a internet, conectada diretamente nos implantes neurais.

Era mentira, só falei para ele se acalmar um pouco.

— Vou ir até a sua casa. Me diz o endereço. E também libera minha entrada se tiver segurança padronizada.

— Não tem segurança nenhuma. — ele me mostrou uma foto de um acertamento, paredes de plástico, improvisadas, e teto de metal, de alguma das ruínas ao redor.

— Vou ver o que encontro nas coisas dela. Se souber, me envia uma lista dos amigos dela. Você tem meu número.

O nome da menina era Valência Garcia, ou, para os amigos Luna.

Enquanto caminhava de volta aos andares acima, reparei na porra na taça, e anotei mentalmente para comprar o filme quando fosse lançado.

A puta loira, irritada, afinal nunca avisavam quantos homens participariam dessas cenas, me encarou enquanto me afastava.

Numa sala ao lado um porco era levado para outra cena.

A mulher, deitada num sofá, era uma morena de peito redondo, duros, claramente artificiais. Ela parecia jovem, vinte ou vinte e cinco anos.

O porco era pesado, então deixaram a mulher deitada enquanto colocaram uma placa metálica em cima dela. Os cascos do animal pisavam na placa e distorciam o metal com o peso.

A rola do bicho estava dura.

A mulher parecia incomodada. Ela falava com o diretor, reclamando do peso, mas ele gritava para ela calar a porra da boca.

Quando o porco encaixou a rola nela, deu para ver que a mulher se arrependeu de tudo que tinha feito na vida. Cabelos mel, longos, lisos, descendo e se espalhando no sofá vermelho enquanto o movimento do animal a movia.

Outros homens riam ao redor.

O porco, rosado, grande e gordo, se divertia.

Sei que é impossível, mas tinha um sorriso no focinho.

Ainda procurava online, e não encontrava nenhuma rede social da menina, o que era estranho. Sai nos primeiros dez minutos de gozada do animal. Ele ainda passaria um bom tempo enfiando porra na boceta da mulher.

Chamei o veículo, e deixei o prédio pelo quanto de cento e noventa andares.
Nenhuma reação ainda.

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