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Eu e a Lilian

Pubblicato: 31/12/2004 22:00

Autore: quarentão

Categoria: Eterosessuale

Eu e a Lílian


Há momentos que tornam-se parte da estrutura e nossas vidas. Embora muita gente creia que nossa vida é feita apenas daquilo que chamam de socialmente correto, o mundo se faz mesmo e nas entrelinhas da moralidade. Ser feliz dentro das regras do jogo é anseio para louco. O que vou lhes contar hoje é uma experiência de um bom tempo desta vida, que guardo com saudade dentro do meu coração e sinto presente em cada centímetro da minha pele. Penso, que viver seja isso, ter dentro de si uma poupança momentos únicos e felizes, para que no dia em que faltar motivo para ir em frente, tenhamos onde ir buscar coisas boas para adoçar a vida e justifica-la.

Em 1997 fui transferido de localidade. Deixei uma cidade do interior paulista e por força do trabalho vim trabalhar em uma cidade da Grande SP. Tudo isso muito contra vontade, mas o dinheiro que ganharia foi importante da decisão. Grande Cidade, vida nova, sem contatos, sem amigos, me restava sair pelas ruas – mesmo com medo – e ir conhecer pessoas. Meu jeitão de interiorano ajuda muito ao mesmo tempo que me expunha a riscos. E assim seguia, conhecendo primeiro a dona da banca de jornal ali da esquina, o mecânico e um dia a Lílian.

Foi muito engraçado. Entrei na padaria para comprar cigarros e lá vinha ela. Magrinha – ou falsa magra, cabelo ruivo no ombro, barriguinha de fora, jeito de menina – aquele que as mulheres jamais deveriam perder. Entrou na padaria, me olhou, pediu também um maço de cigarros no caixa e saiu. Fiquei ali sem ação, mas logo acordei fui lá peguei o carro e dei a volta no quarteirão para encontra-la. Primeira passada de carro, ela olhou assim meio de lado. Na segunda encontrei-a já numa rua secundária, parei o carro e chamei-a e ela veio. Começamos a conversar e logo estávamos rindo muito. Descobrimos que fazíamos aniversário no mesmo dia, ela ali sentada na guia e eu com a porta do carro aberta. Convidei-a então para irmos até a Casa de Pedra, um lugar bonito de onde se em uma vista esplendida. Pensei que não ia aceitar, trata-se de um lugar fora da cidade, mas ela levantou, deu aquele limpada gostosa na parte traseira das calças, deu a volta e entrou no carro. Lembro de cada gesto e principalmente da espontaneidade que tirou de mim aquela coisa do “vou comer” que a gente sente diante dos rodeios vazios e falsos de mulheres cheias de falsos pudores.

Que linda visão. A Casa de Pedra ? Não, aquela delicia sentadinha ali, cada gesto uma obra de arte de delicadeza e bom gosto. Chegamos na casa de pedra e fomos olhar a paisagem. O pouco do frio, fez com que em dado momento a abraçasse por trás e aquele gesto virou ternura, que logo depois levou a um demorado beijo quando voltamos ao carro. É interessante como a naturalidade deixa de lado o desejo barato e imediatista, assim levei-a a embora e marcamos de sair a noite. Fui para casa, banho, barba, roupa e fui busca-la. Pelo interfone o porteiro dela avisou, logo desce com uma mini saia linda, botinhas, um cinturão que divide o corpo. Entra no carro e sinto o perfume dela, não aquela coisa enjoativa do perfume do vidro, mas aquele frescor. Eu um homem com 36 anos, ela uma menina de 24. Fomos jantar, rimos muito e depois dali fomos ao meu apartamento. Como é bonito uma mulher que sabe ser mulher, que não tem meia conversa, que não diz isso faço ou não faço, ou o que vão pensar de mim – a gente já pensa mesmo (risos).

Namoramos duas horas no sofá e ai resolvi tocar seus seios. Aquilo era pontudo demais, durinho, gostoso e olhando aquela cara de criança feliz ficava melhor ainda. Aquelas mamilinhos durinhos, que trazia para perto de mim e esfregada na minha pele me deixavam doidos. Tirei sua calcinha sem tirar sua mini saia ou as botinhas, tirei também a blusa e fiquei ali muito tempo brincando com meus dedos e unhas, alisando, arranhando, sentindo ela ficar molhadinha e sem ar. De quando em quando um beijo longo – destes que nunca mais dei em ninguém – tirava-nos do ar. Pedi que ela ficasse de pé no sofá, e ela ficou. Uma visão dos deuses, só de mina saia e botinhas, mãozinha na cintura, meio sem jeito, ar juvenil e doce. Chupei aquela mulher uns 30 minutos e ela gozava de pé e quase caia, ria e apoiava na parede, mas com as pernas cada vez mais moles enfim veio e sentou no meu colo e me deu um abraço que não me sai da vida. Logo sentou-se em meu sexo e transamos com força, vida – transamos muito – gozei deliciosamente, perdi o fôlego e um pouco dos sentidos.

Quando voltei a mim, ali estava ele comendo chocolate. Gente, naquele dia aprendi que há muitas formas de comer um chocolate, porque aquilo me fez ter uma ereção forte e gostosa. Ela se lambuzava com o tablete e ria baixinho da minha cara séria. Levantei, abracei-a prendendo suas mãos para trás e beijei-a muito, boca, pescoço, ombros....ah ! sim, fiz amor um dia.

Estranhamente não sentia de meter – se é esta a palavra. Queria agradar, tocar, beijar, lamber, queria entrar inteiro nela e não apenas com meu pênis. Tem horas que um pinto é pouco. A gente quer transar com a alma da outra pessoa. Eu estava ali vivendo um dia se sonho, um dia de incondicionalidade e assim.. parei tudo e disse a ela: Você pode viajar ? Ela riu, e perguntou para onde. Lembrando de outros momentos bons da minha vida disse: Paraty !!! Ela nem sabia onde ficava isso, estamos na grande SP< três ou quatro horas de carro, já passava das duas da manhã.....saímos de mãos de dadas, entramos no carro, sem mala, sem nada e descemos para a Rio-Santos.

Eu não sei o que é o amor que dura, mas soube naqueles dias o que é a amor. Tudo estava tão perfeito que o mundo parecia ter sido feito só para nos dois. Mesmo os poucos carros na estrada pareciam não existir, e ao som do Pink Floyd apenas íamos. Beijos, abraços, ora rudes, ora leves, passar as mãos naquelas pernas era o carinho-caricia mais forte, sentir sua boca fria pelo prazer....
Vimos o sol nascer juntos no cais de Paraty. Gozei naquele dia como um garoto, de pé com roupas, tanto era o tesão. Tomamos café da manhã dando um na boca do outro e fomos procurar lugar para dormir. Na Pousada Coxixo deitamos e dormimos abraçados – e eu não durmo abraçado com ninguém. Acordamos a tardezinha e fomos para o por do sol. Ali tudo estava sereno, mão na mão, coisa de namoradinho do meu tempo. Tratamos de comprar roupas e eu escolhi a lingerie cheia de desenhos infantis. Dei a ela dois vestidos indianos, cor escura que realaçvam aquela pele branca. Ela foi experimentar e me chamou na porta do trocador, quando cheguei me puxou para dentro e me beijou, beijou.....

Então veio a noite. Banho tomado, saímos para comer um camarão. Em meio ao caminho um grupo tocando e ela começa a dançar. Foi um dos momentos mais sensuais que vi em todos estes 40 anos, a pontinha do dedo na boca, os pés leves, a dança de uma menina, uma garota. Saímos da rua para um beco e quase que perco a cabeça, mas ficamos contidos. Fomos jantar e voltamos para o hotel.

Sentei a beira da cama, confesso muito confuso. De repente vem ela, havia tirado a parte de cima do vestido e mesmo sem música, com os seios de fora e os ombros a mostra começou a dançar. Trouxe-a para mim, levantei o vestido tirei a calcinha e sentei- no meu colo. Apenas esfregava meu sexo no seu sexo – aquele roçar durou um tempinho – ela gozou. Pedi que ficasse de pé e se masturbasse a minha frente. Ela começou, pedi que passasse o outro dedinho nos seios, ela o fez. Seu rosto começou a brilhar mais ainda, puxei para perto e deixei que me chupasse. Ela passou a língua bem devagarinho na cabecinha, depois foi lambendo o resto com a pontinha da língua. Sentou-se no chão, botou o dedo na boca, molhou o dedo e veio passa-lo: quase morri e se tivesse morrido seria uma morte feliz. Ensinei então a passar a ponta da lingua embaixo do meu saco e ela ria de ver meu desespero de prazer. Coloquei-a de quatro e a possui por trás, ela mexia devagar, gemia baixinho e me fez gozar muito. Dormimos assim, meio pelados, meio de roupa....na verdade desmaiamos.

Acordo com ela meu chupando e me punhetando – um carinho com as duas mãos juntinhas. Dou risada e ela sem mais nem menos me diz assim: não gostou da minha bundinha ? Gente aquilo era demais, primeiro porque a bundinha era aquela coisa arrebitada sem uma gordurinha que fosse, bundinha mesmo: segundo porque aquelas cabelos loirinhos ali na base da coluna eram demais. Levantei, a pus de bruços e comecei a chupa-la por trás. Resolvi que iria mata-la com a língua e ela se agarrava ao lençol, puxava e eu judiando, com língua e dedos. Subi a boca por suas costas e fui lambendo e mordiscando, notei que ela já não agüentava mais, havia gozado muito. Tendo o pênis pequeno, mas grosso temi machuca-la. De relance olhei a bandeja com nosso café da manhã que já estava ali no quarto e peguei o iogurte para lubrificar. Foi entrando devagarinho – como deveria sempre ser – fui sendo recebido, acolhido e gozamos juntos e gostoso.

A viagem de volta foi maravilhosa. Poucas vezes me senti homem como naqueles momentos. Mulher de verdade nos leva a isso.

Depois disso passamos meses felizes, viajando, curtindo – um dia destes se em outra madrugada as lembranças voltarem até conto. Descobri depois que Lílian havia vindo do Paraná e morava com parentes distantes que não ligavam nada para ela. Infelizmente , por coisas do destino ela foi embora desta vida.

Se você gosta de conversar, escreva-me. Se votarem quem sabe conto nossa ida para MG.

Quarentão
ssmt@bol.com.br
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