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Conexões perigosas

📅 Publicado em: 10/07/2025 19:58

👤 Autor: dom

Dom entrou naquela sala de bate-papo do UOL numa noite qualquer. Não buscava nada além de distração — talvez um flerte leve, uma conversa casual que aliviasse a rotina. Mas bastou uma única frase para tudo mudar:

"Alguém por aí que ainda saiba conversar?"

Jane. O nome dela surgiu discreto, mas a voz escrita carregava algo diferente. Os dois começaram a conversar sem pretensão, trocando confidências sobre a vida, os casamentos, as vontades abafadas. Ambos casados. Ambos, até então, dizendo estar “satisfeitos”.

Mas as máscaras não duraram.

Com o tempo, os papos migraram para o MSN. Depois para o Skype. Até que vieram as chamadas. Vozes reais. Risos de verdade. Suspiros não planejados.

Jane confessou com delicadeza: seu casamento era frustrante. Um homem ausente, pouco afeto, nenhum prazer.

Dom foi honesto também: sua esposa era fria, distante, como se o calor tivesse desaparecido da relação.

A conversa evoluiu. Com a intimidade, vieram os carinhos. E com os carinhos, a tensão. A cada ligação, os dois se despiam — não apenas de roupas, mas de medos, pudores, papéis sociais.

Uma noite, Jane atendeu ofegante:

— Estava esperando sua ligação...

— Você está pronta pra mim, Jane?

— Sempre.

Dom não apenas a escutava. Ele guiava seus movimentos, com voz firme e palavras que pareciam tocar mais do que mãos.

— Abre a blusa devagar. Quero que se olhe no espelho enquanto faz isso — ordenou ele.

Ela obedeceu. Os seios expostos, o mamilo rígido apenas pelo som da voz dele. A respiração acelerada. As mãos trêmulas.

— Agora, tira a calcinha. Senta na beira da cama e abre bem as pernas.

— Dom... — sussurrou ela, quase como um pedido.

— Faz pra mim. Quero que se toque como eu faria. Mas sem pressa. Sem gozar ainda.

Jane deixou os dedos deslizarem entre as coxas, sentindo o calor úmido do próprio corpo. Os olhos fixos no espelho. O coração disparado.

— Está escorregando, não está? — ele perguntou, em tom grave.

— Sim... muito.

— Então imagina minha língua aí. Primeiro de leve, depois mais firme... até você me puxar pelos cabelos e pedir mais.

Ela gemeu, apertando as pernas, lutando contra o próprio prazer. Mas a voz de Dom era mais forte.

— Não goza ainda. Me obedece.

— Eu não consigo...

Pausou. Respirou fundo.

— Agora, Jane. Goza pra mim.

Ela se entregou. Corpo sacudido por ondas quentes, músculos tensos, um gemido preso na garganta escapando com o nome dele:

— Dom... ah, Dom...

Silêncio. O tipo de silêncio que diz tudo.

— Você ainda está aí? — ela perguntou, com a voz doce, ainda ofegante.

— Estou. E com a imagem de você gravada em mim pra sempre.

Jane sorriu. Pela primeira vez em muito tempo, sentia-se viva.

— Eu me senti... inteira.

— Porque você é, Jane. E isso é só o começo.

Ambos sabiam. Algo havia mudado. Não era mais só um jogo. Não era mais só distância.

Antes de dormir, ela recebeu uma última mensagem dele no Skype:

“A próxima vez, quero sentir seu gosto. Boa noite, minha Jane.”

Ela apertou o travesseiro contra o corpo nu e respondeu com simplicidade:

“Boa noite, Dom. Você me pertence agora.”
Nenhuma reação ainda.

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