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Noite quente
Publicado: 31/12/2004 22:00
Autor:cordioli
Noite quente, chove lá fora. Dentro do bar algumas mesas estão ocupadas por estranhos, pessoas de todos os tipos, gente normal. O ventilador de teto funciona a todo vapor. Todas as tardes após o serviço dou uma esticada até o boteco para esfriar a cabeça e tomar algo pesado e gelado, geralmente uísque ou vodca. Nunca me passou pela cabeça encontrar alguém interessante naquele lugar, mas aconteceu. Notei uma garota entrar, jeito simples, vestia jeans e camiseta sem chamar atenção ; não deixei de contempla-la com o olhar. Degustei minha bebida pensando nas questões tratadas naquele dia. O alcool aliviava a pressão. Após o alívio do stress cotidiano solitei a conta. Passaram-se alguns minutos e o garçon trouxe a conta junto com um bilhete: «Sei que gostou de mim, sinto em seus olhos. Na verdade sinto seus olhos percorrerem meu corpo, penetrando meu íntimo. Gostaria de sentir seu cheiro». Essas frases mexeram com meu ego, nunca havia sido paquerado de forma tão explícita. Indaguei o garçon sobre a autora do bilhete e ele apontou para a garota que havia à pouco entrado no bar. Meu instinto masculino me dizia para ir até ela, agarrá-la e beijá-la com desejo. Não sei se por medo ou por mero orgulho apenas paguei a conta e fui embora. Andando pela avenida não acreditava que havia deixado sem resposta o desejo daquela mulher. Peguei o carro no estacionamento e comecei a imaginar como seria possuir aquela fêmea, sentir seu cheiro, seu gosto, ver o prazer em seus olhos. Podia sentir a maciez do seu corpo, seu beijo molhado. Uma ereção começou acontecer e então não resisti, desvencilhei aquele membro das amarras e deixei-o solto por alguns minutos, fora da calça. Ele pulsava, latejava e aos poucos fui controlando o tesão e meu sexo foi amolecendo, voltando ao seu sereno sono. Duas semanas se passaram. Retornei ao boteco e logo ao entrar notei a presença da misteriosa «dama» que semanas atrás havia me enviado o bilhete. Desta vez, para poupar o arrependimento futuro, sentei ao seu lado no balcão, pedi uma bebida e me apresentei. Ela sorriu e murmurou: - Você consegue advinhar se estou usando ou não calcinha?. Fiquei de boca aberta. Adorei a forma explícita como ela se dirigiu a mim. Fiquei sem palavras por alguns segundos. Nosso diálogo então prosseguiu.
- Então, consegue advinhar? Estou ou não usando calcinha? ela indagou novamente.
- Não consigo advinhar, mas imagino que você esteja sem nenhuma roupa íntima respondi.
- Você é muito inocente, não entende nada sobre mulheres respondeu maliciosamente.
- Por quê? retruquei com ar machista.
- Simples. Uma mulher se sente mais sexy com uma lingerie provocante quando procura por sexo.
- Então você está a procura de sexo?
- Estou, mas você não me terá esta noite. Talvez poderá desfrutar do meu desejo um dia.
Meus hormônios começaram a entrar em embulição. Começava a surgir um volume embaixo de minhas calças. Aquelas palavras doces, sussurradas, me excitavam e o desafio de possuir aquela mulher o mais rápido possível rondava minha cabeça. Minha ereção não passou despercebida.
- Está excitado amorzinho? disse ela olhando na altura da minha cintura - Espero que seja grande e robusto.
- Isso será uma surpresa comecei a provocar.
- Sabe de uma coisa ela disse estou com uma calcinha ínfima, branquinha e ela está bem molhadinha. Você pode comprovar com seus próprios olhos.
Ela então virou as pernas para meu lado e levantando a saia bem devagar mostrou a calcinha todo molhada. Aquela manobra levou-me ao extase e não me contive: - O que você acha de irmos para um lugar mais calmo? grande erro, a resposta foi curta e rápida: - Você é muito apressado. Não sabe seduzir uma mulher.
Ela se levantou e foi em direção ao banheiro. Tinha quase certeza que minha noite havia acabado naquele momento. Após longos minutos ela retornou.
- Demorei? Fui me aliviar.
- O que disse? Você estava se masturbando no banheiro? perguntei surpreso.
- Estava e foi muito gostoso; coloquei dois dedinhos na minha grutinha e gozei. Quer sentir o gostinho?
Sem ouvir a resposta ela colocou o dedo indicador da mão direita em minha boca e pude sentir o gosto amargo e doce ao mesmo tempo do seu sexo. Um lindo sorrisso desabrochou em seu rosto.
- Gostou do meu sabor? Tenho outra surpresa para você.
Ela pegou minha mão e a posicionou por entre sua pernas fazendo-me tocar sua vulva macia, sem pelos e úmida. Estava literalmente escorrendo. Pude até sentir seu perfume. Fiquei em transe. Ela se levantou, pediu para pagar a conta e encontrá-la do lado de fora do bar. Paguei a conta como um raio e quando fui ao seu encontro ela havia desaparecido. Procurei minha deusa por todo o bairro, mas em vão. Ela havia sumido. Deixei aquela mulher «escapar» novamente. Só me restava ir para casa. Parei em frente do meu carro e ao abrir a porta senti a presença de alguém: - Surpresa. Pensou que eu tivesse te abandonado ? era ela. Fiquei sem fala. Contive a emoção e perguntei se queria carona. Sua resposta foi rápida. Apontando para um veículo importado estacionado do outro lado disse: - Me siga. Rodamos por uns vinte minutos, atravesamos a cidade, chegando a uma região isolada. Seguimos por várias ruazinhas estreitas e de terra por mais uns quinze minutos até chegarmos a uma porteira. Nela a inscrição «cuidado cães ferozes». Ela saiu do carro, veio até minha janela e pediu para fechar todos os vidros das portas e não descer do carro até que ela desse a ordem. Sem dizer mais nada abriu a porteira, entrou com seu carro pedindo para segui-lá. Descemos uma ruazinha por mais uns quinhentos metros até chegarmos a um chalé. Nesse momento entendi o motivo da ordem expressa de não abrir as janelas. Meu carro estava cercado por cinco cachorros enormes e pelo que parecia, sedentos de carne. A garota deu um comando com a voz e os cachorros se postaram ao seu lado, um a um. Então pude descer do carro, tremendo de medo, sendo acompanhado pelos olhares dos cães que transmitiam a força de guerreiros medievais. Entrei no chalé seguido pela misteriosa mulher. Local aconchegante, um leve cheiro de insenso no ar. Em um canto da sala uma lareira; do outro lado um aparelho de som de última geração, frigobar, um pequeno puf que servia como sofá e muitas almofadas de cores e tamanhos diversos. Sem falar uma palavra ela subiu ao piso superior e eu a segui. Lá um colchão king size, coberto por lençois de seda e muitas pétalas de rosas. Um arona delicioso no ar. Não havia nenhum outro móvel com exceção de uma câmera de vídeo. - Gostaria de beber algo? ela perguntou. Minha resposta foi afirmativa. Ela desceu as escadas. Fiquei observando o quarto por alguns minutos. Milhares de fantasias vieram em minha mente. Estava gostando daquela brincadeira. Fui até uma janela onde tinha saída para uma pequena varanda. De lá pude sentir a umidade do ar e me deliciar com a paisagem. Parecia um recanto de férias. Muitas árvores ao fundo e mais a direita um lindo lago coberto pela neblina. Próximo ao chalé pude notar uma pequena piscina com um spa. Em noites quentes devia abrigar orgias. Imaginei mulheres nuas correndo, homens com seus membros expostos e eretos, casais transando ao luar, menages por todos os cantos. Uma mão macia tocou meu pescoço. Fui brindado com uma taça de champagne e convidado a sentar. Outra surpresa. Minha amante estava vestindo um lindo robe vermelho e apenas o robe. Deitamos um de frente ao outro. Tentei um beijo, o que foi recusado. Começamos a conversar sobre diversos assuntos, desde política, televisão até namoros antigos. Descobri que gostava de ler romances policiais e literatura erótica. Segundo ela os livros aprimoravam seus desejos, podendo colocar em prática com seus amantes. Curtia esportes, academia mas não dispensava os amigos por nada no mundo. Era uma profissional liberal de pouco sucesso, tinha uma certa estabilidade econômica. Sobre sua vida íntima disse haver tido muitos namorados, mas suas melhores transas foram com homens desconhecidos. Se dizia uma pessoa resolvida sexualmente e já haver experimentado muitas coisas em matéria de sexo. Admitiu já ter partipado de surubas, orgias, conhecido casas de massagens, se tornado prostituta apenas para sentir o gosto de ser devassa e praticar sexo por dinheiro. Adorou fazer sexo com três garotos uma vez, sendo que o mais velhos tinha apenas dezesseis anos. Já teve experiências homosexuais e achou muito prazeroso, algo diferente. Curtiu fazer dupla penetração uma vez em um navio com dois estranhos, mas até hoje não encontrou os caras legais para repetir a dose. Por fim revelou que era fanática por sexo oral. Depois dessa nossa longa conversa estavamos os dois excitados. Ela começou a masturbar-se. Era uma cena linda e erótica. Seus dedos percorriam sua vagina com maestria e suavidade, penetravam-a com delicadeza. De repente se levantou e foi até a janela. Na varanda apoiou as mãos no parapeito, arrebidou seu traseiro e me chamou com um gesto do indicador. Em um sobresalto fui até aquela deusa, que com sua voz maliciosa, pediu para ser lambida. Seu desejo para mim soava como uma ordem. Levantei seu rope com delicadeza e pude contemplar um trazeiro lindo, pele macia e logo abaixo uma penugem bem ralinha encobrindo uma vulva carnuda, com os grandes lábios inchados de tesão. Beijei suas poupinhas, lambi, senti seu perfume, aos poucos fui me aproximando do seu sexo, fiquei brincando com minha lingua em sua volta e quando toquei sua carne trêmula um forte gemido ecoou pelo quarto. Com movimentos suaves lambia sua xoxota de cima para baixo e de baixo para cima usando toda a extensão de minha língua. Seus gemidos eram cada vez mais fortes e seu corpo tremia. Ela delirava. De repente se virou e abriu as pernas posicionando meu rosto contra sua vagina: - Lamba meu clitóris até eu gozar. Seu pedido foi atendido. Dei atenção especial ao seu botãozinho ; no começo com movimentos lentos e depois, rápidos. Ela segurava meus cabelos e com força empurrava minha cabeça ao encontro do seu sexo. Estava possuída, selvagem. Foram poucos minutos até que um gemido forte e longo denunciou seu orgasmo. Foi maravilhoso ver aquela mulher se contorcendo de prazer, bem ali na minha frente. Nunca tinha visto uma garota ter um orgasmo tão intenso. Ela quase desvalecida foi para a cama. Eu apenas a observei. Sua beleza era típica de deusas no Olimpo. Cintura fina, cabelos longos, seios naturais rijos, com bicos rosados e grandes, vagina explêndida com pelos loirinhos bem ralos, coxas grossas, pele bem cuidada, unhas impecavelmente feitas, lábios carnudos e rosados. Uma mulher para homem nenhum botar defeito. Minutos se passaram quando o desejo voltou a tomar conta daquela selvagem. - O que você esta esperando. Pensa que sou mulher de um orgasmo apenas. Venha me possuir de todas as formas, porque é assim que eu gosto ela disse. Como por instinto me atirei sobre aquela mulher, não havia mais tempo para cavalherismo. Posicionei-me sobre ela e com uma estocada forte penetrei-a com desejo. Era o inicio de gemidos que se seguiriam pelo resto da madrugada. Cada movimento era único, fazíamos sexo como namorados, mas também como amantes selvagens. Transamos nas mais inusitadas e possíveis posições, fizemos amor, de quatro, em pé, sexo em todas as suas variações, mas o mais incrível foi quando aquela felina posicionou seu rosto abaixo da minha cintura. Nunca havia recebido sexo oral com tanto tesão, sua boca percorria cada pedaço do meu membro, suas mãos percorriam meu corpo, tocavam meus testículos, passeavam pelo meu ser. Suas lambidas eram molhadas, lembravam o interior de uma vagina, o som de suas chupadas ecoavam pelo quarto. Ela me masturbava ao mesmo tempo que fazia sexo oral e quando estava a ponto de explodir parava a manipulação e me beijava com carinho e delicadeza, retornando depois a felattio. Após muita chupação ela parou o movimento ritimado de sua boca, deitou-se ao meu lado e pediu para que me ajoelhasse por sobre ela e posicionasse meu pênis próximo aos seus grandes seios. Obedeci e então ela começou a punhetar-me com movimentos lentos, carinhosos, dizendo que queria sentir meu semem por sobre seus seios. Não demorou muito para que todo o meu desejo fosse espelido sobre aquele par de montes bicudos. Admito, esta foi uma de minhas melhores transas, com um detalhe: Ela era uma estranha que tampouco tinha nome. Após meu orgasmo cai em um sono profundo e quando acordei já era dia, o sol estava quente e alto. Levantei, fui até o banheiro lavar o rosto e no espelho havia um bilhete: «Espero que tenha aproveitado sua noite, pois ela será única. Um beijo doce. Dama da Noite. Obs: os cachorros estão presos». Minha experiência havia chegado ao fim e talvez nunca mais viesse a ver aquela mulher, mas me lembraria dela por um longo tempo.