relatos de uma vitima de estupro
Esse monstro infelizmente é meu pai. O cretino que se separou da minha mãe (hoje já falecida) quando eu tinha poucos meses de vida.
Ela sempre o amou, mas o relacionamento era conturbado. Foram idas e vindas durante muito tempo. Ele voltava para casa quando bem entendia, e ela aceitava. Anos se passaram nesse cenário. Até que, quando eu tinha 10 anos, minha mãe precisou fazer uma cirurgia e me deixou aos cuidados dele.
Foi quando o inferno começou. Nessa época, ele me violentou no meio de uma noite. Foi depois do jantar. Eu sentia muito sono, algo fora do normal. Deitei e adormeci. Só voltei a mim quando senti minhas roupas sendo tiradas. Tentei me mexer, mas o peso daquele monstro em cima de mim não deixava. Ele me penetrou e ali ficou. E eu, uma criança em desespero, sem conseguir pedir por socorro. Quem me ouviria? Minha boca estava tapada e eu não tinha forças.
Quando ele acabou, eu continuava sem forças e acabei adormecendo. Acordei no dia seguinte imunda, suja de sangue. Era como uma criança tendo sua infância interrompida. (Sim, infância, pois eu ainda brincava de bonecas).
Na manhã seguinte fui direto ao banheiro chorar. Minha mãe ainda estava no hospital e não tinha nenhum familiar para me ajudar. Passei a manhã trancada, até que na hora do almoço, ele, o monstro, arrebentou a porta e me avisou: “Se abrir a boca sobre o que aconteceu, mato a sua mãe envenenada e tu vai ficar comigo pra sempre!!!!”.
Mesmo assim, quando minha mãe voltou eu contei a ela. E óbvio que ela não acreditou. Disse que eu estava imaginando coisas, porque eu nunca aceitei as idas e vindas dele. Pedi ajuda e implorei a ela que me ajudasse, mas nada foi feito!
Quando ele foi embora novamente, dei Graças a Deus. Mas os meses passavam e ele voltava! Minha mãe trabalhava e quando eu chegava em casa depois da escola, ele me arrastava para cama e me fazia de sua boneca. Sempre com a mesma ameaça. Anos passaram e a história se repetia.
Até que um dia ele nunca mais voltou!
Quando eu estava com 23 anos, casada, ele apareceu. Eu já era uma mulher feita, mas carregava esse pavor que me atormenta até hoje! Minha mãe implorou para que eu o deixasse conhecer os netos. Contrariada e sem poder falar ao meu marido sobre o passado, aceitei e meu pai começou a fazer visitas frequentes aos meus filhos. Hoje, às vezes, ele ainda aparece e age como se nada nunca tivesse acontecido.
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